quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Ir embora

vou me deixando ir embora vou lentamente a qualquer hora sem dia, de moite, quase agora ainda mesmo não ser a aurora tudo vezes noves fora minha boca devora vou me deixando ir embora vou me levando a mal vou me deitando ao sol no verão, à aurora vou sair de mim como quem nem demora vou ser luz na tua vida nua e crua vou me deixando o viver alegre vou ser teu vizinho em Porto Alegre

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Não me faça

não me faça troça do riso inocente do moço da roça não me pinte a boca daquela moça num bouquet de flores num ramalhete de flores beijos e sabores cores e dissabores todos os meus amores nos açores não me faça a troça a joça jocosa o passo apressado troca de sapatos não me morda a boca nem me cale boca-à-boca a tua boca louca tua voz plácida rouca meia-noite cuca fresca tua nuca desnuda teus pés descalços eu no teu peito ardo ainda que num abraço mormente calo tudo o que não falo nisso tudo eu caibo fito teu olhar ao mar um conselho macabro eu ainda ardo eu ainda ardo

domingo, 20 de julho de 2025

Tupananchiskama

Tupananchskama adeus,au revoir mon couer ma fleur, mon amour adeus, eu vou rebentar na pedra do cais sem amor, sem a paz do meu rapaz assim, assim, enfim dentro de mim como faz a onda tupananchskama adeus, eu vou bater as asas à revoada mes amours, mes bisous, mes aimés adeus, eu vou pra nunca mais voltar pra nunca mais me encontrar com teu olhar pra nunca mais com tuas pernas dançar de par em par eu vou sem olhar o mar eu vou sem olhar para trás

Do meu tamanho

eu já não caibo mais em mim um só som, um suspiro a onda, um mar enfim eu já não caibo na letra da canção meu solitário coração é fogo, é chão assim, assim, assim em mim eu já não caibo no teu tipo na tua trip na tua estirpe do meu tamanho é um mundo inteiro aqui do meu quintal no Rio de janeiro ascendi a janelinha o sol bateu o mar entrou teus braços nos meus abraços teu sorriso me abraçou os lábios ladrões larápios o teu beijo me beijou

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Bailando

Saio cantando contigo amigo Nina meus olhos na cantiga que mimo, que rima, que rimo é todo meu o seu sorriso saio bailando no baile antigo de palavras que batem pernas apressadas que passam tempo passatempo o tempo passa a hora, ora, ora passa no teu tamborim Tamborokô tic-tac As ondas de Honolulu Tamborokô os trilhos do trem passam passo a passo apressados sobre mim ninguém sabe ninguém cala ninguém brinca ninguém te brinda ninguém te beija-flor ninguém zanga ninguém amém ninguém ama ninguém baila ninguém arde

terça-feira, 15 de julho de 2025

Deixa

Deixa o amor no mar olhar Deixa o amor deitar no pôr do sol Deixa pra depois lavar o lençol Deixa comigo amigo Sou cantiga sou solstício todo inverno quero dormir contigo Deixa pra depois essa coisa de ser feliz pra sempre Deixa pra outro dia a rebeldia Deixa de lado essa angústia que te alucina menino, menina Te fitei a menina dos olhos com laço e fita deixa correr solto o sambalanço o amor moreno teus olhos miúdos o café pequeno da minha pequena Deixa o mar levar a onda Deixa o vento arrastar a mironga Deixa eu dormir no teu peito à toa

sexta-feira, 27 de junho de 2025

Hora dessas

hora dessas dessas horas incertas o mar exaspera o amor desperta a onda vai e vem um quase alguém desespera hora dessas dessas horas hora dessas às Onze-horas assisto novela hora dessas o repique bate arrebenta feito a onda violenta feito eu guardado nos teus braços pra presente de Natal feito o duelo do bem e do mal que me apoquenta hora dessas desce as horas dessas horas Déjà-vu Déjà-vis Tête-à-tête Vis-à-vis hora dessas hora dessas dessas horas Ora-ora te beijo a boca infância o sonho infame o poema palavra inconstante um suspiro um suspiro eu respiro boca-à-boca num segundo num instante

terça-feira, 24 de junho de 2025

Samba refrão

Samba refrão. Ô zigue-zague Ô ziquizira Eu tô contigo eu tô na minha O pião amigo gira-gira na gira eu no teu canto encanto na cantiga Ô zigue-zague Ô ziquizira No teu peito o amor fez tum-tum o tambor roda a saia no samba de roda da nega fulana fulô falatório falastrão falador Ô zigue-zague Ô ziquizira no ritmo que rimo a rima tuas curvas na rumba iam rema-rema remador.

sábado, 30 de novembro de 2024

Só sambas canção

Samba canção paulista Para você meu amor meu samba é pauleira Samba de bamba para paulista Teu requebrado pecado que quebra a banca O coração que balança no remelexo da Baiana Soteropolitana Teu samba quebrou a banca Quebrou meu coração Por isto faço canção Quebrastes o vidro da desilusão De George Orwell os bichos da revolução Tu escorregas das minhas mãos Feito teu corpo esculpido Em pedra sabão Quebra-quebra a banca do bicho Deu Pavão na cabeça Este amor pavor Preciso te amar por favor É de você que vem meu irmão o sangue venoso O beijo gostoso O travesseiro sedoso E o tamborim na mão Minha mão quer encontrar teu rosto Meus lábios nos beijos teus Querem fazer canção Quebrastes o vidro da desilusão De George Orwell os bichos da revolução É que este amor de berço Nem sei se mereço Só sei que assoviei Este samba canção. Antonio Marcos Abreu de Arruda. Rio de Janeiro. RJ Samba do par romântico quando a lágrima cair a chuva vai partir meu amor pela porta sair a Primavera chegar com flores para te ninar aconchego do teu nego do teu amigo, o velho mar beijo o molejo da onda do mar vem à casa de alma minha vem brejeiro pra me amar cantar canções dum amigo fazer amor contigo quase um bolero consigo a luz lunar Antonio Marcos Abreu de Arruda Samba quebra-queixo Quebra e requebra a ceroula Quebra-quebra rebola crioula E o bico do teu beijo beija-flor É d'oiro Quebra-quebra onda balança Navio no mar Quebra-quebra requebra feito criança Quebra-quebra Quebra-cabeças Rodin, o homem que pensa O pensador Quebra e requebra onda do mar O pescador Quebra-quebra a ave Esperança Meu sorriso de infância O mar já levou Antonio Marcos Abreu de Arruda Samba da nega fulô Ô nega do Santo Que santo é esse Que a saia levanta Que o cabelo teu assanha Que Santo Ogunhê Do quererê Ô minha nega fulô Me dê logo um alô E depressa me diga Ô nega do Santo Que Santo é esse Teu pai é Ogum Ele canta em nagô Sim sinhô sinhá Tua boca tem mel Teu céu da boca Meu amô Ô nega que Santo é esse Do samba que ensaboa A roupa da nega louca Ô nega que Santo é esse Na cristaleira No cristalino No teu olho o olhar Do amor do amar Ô nega do Santo Que Santo é esse Que Santo é esse Que Santo é esse? Antonio Marcos Abreu de Arruda Sambinha do amor meu amor amor amor meu teu mel favo afago no abraço teu amor amor amor meu meu olhar fotográfico é só teu no teu Camafeu Amor amor amor meu Minha onda no teu mar morreu amor amor amor meu amar no mar amor meu o sapato no coração meu amor amor amor meu beleza, a tristeza lágrima amor amar no mar meu a bomba sanguínea máquina dos Colibris Prometeu Antonio Marcos Abreu de Arruda Samba pra ele. É ele, que eu ainda amo Que seu nome proclamo Feito um samba canção É ele, neste amor Nesse mar da ilusão É ele, que ainda conclamo Par no meu ímpar Mar na canção Teus olhos marujo no meu mar Teus olhos no meu mar a navegar Teus lábios nos meus passeando devagar É ele, hoje e sempre Primavera e canção As flores são dele Os beijos do Beija-flor Assovio canção São dois olhinhos infantis Na chuva que me molho Fazendo canção Paraty É ele, hoje e sempre Primavera e canção As flores são dele Os beijos do Beija-flor Assovio canção É ele, hoje e sempre Primavera e canção As flores são dele Os beijos do Beija-flor Assovio canção Minha mão beija a dele Num tango canção Meu par em par Meu camarada Meu tudo Meu nada Meu passarinho canção Samba em mim Samba na minha pele Samba, Nos meus apelos Samba, Nos meus ouvidos Se faz de amigo Samba de amigo Danço contigo Samba, Nos meus conselhos Samba, Na minha pele Samba, Que se rebele Samba, Pra bamba O verbete Samba amor canção Samba na minha mão Samba meu irmão Samba, Que a chuva caiu do quintal da ilusão. Antonio Marcos Abreu de Arruda. Um sambinha assim, assim ó Que mexe, remexe e bole Que mexe, remexe e bole Que mexe, remexe e bole Um samba assim amor Pra você oh, flor! Este samba mexe as cadeiras Requebra no gingado Não me mate as Trepadeiras Do muro de dona Celeste Este samba sincopado No talher Garfo, faca e prato Este samba é pra carioca da gema gemer É pra dançar feito sapateado Dá vontade de comer deitado Dança, samba, a turba santa Abre a roda na ginga do capoeira Qualquer rima é besteira Larga as sandálias de lado Entra e gira na roda E vem sambar Vem comigo amigo Vem sambar Fitei o peito do sujeito Era tambor Coração na canção Só sossego Só sossego Só sossego Um só carinho na minha mão Um chamego nego Abriu um céu de guarda-chuva Cai não O pingo d'água na minha mão Cai não Ó nego Teu rosto rupreste Tua arte rebelde Tua rebeldia Ensaboa de boa Beijo de lingua Liquidificador na boca A maré que não traz Bela flor Meu rapaz Num canto de paz Um sambinha assim, assim ó Que mexe, remexe e bole Que mexe, remexe e bole Que mexe, remexe e bole Um samba assim amor Pra você oh, flor! Este samba mexe as cadeiras Requebra no gingado Não me mate as Trepadeiras Do muro de dona Celeste Este samba sincopado No talher Garfo, faca e prato Este samba é pra carioca da gema gemer É pra dançar feito sapateado Dá vontade de comer deitado Dança, samba, a turba santa Abre a roda na ginga do capoeira Qualquer rima é besteira Larga as sandálias de lado Entra e gira na roda E vem sambar Vem comigo amigo Vem sambar Este samba amor É só teu oh!Flor Este samba canta a minha dor Pede licença por favor Este samba fez-se meu cobertor Lágrima que escorre Meu dissabor Este samba meu amor É todinho teu oh,flor! Este samba ateu Até duvido de Deus O amor que a mim ele prometeu É no teu corpo Que minhas mãos correm Feito criança e solidão Soluço, agonia e solução Imagem de teu corpo violão Quero tocar este samba canção Porque este samba amor É só teu oh!Flor Antonio Marcos Abreu de Arruda

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Samba Canção Paulista

 Samba canção paulista

Para você meu amor meu samba é pauleira

Samba de bamba para paulista

Teu requebrado pecado que quebra a banca

O coração que balança no remelexo da Baiana Soteropolitana

Teu samba quebrou a banca

Quebrou meu coração

Por isto faço canção 

Quebrastes o vidro da desilusão 

De George Orwell os bichos da revolução 

Tu escorregas das minhas mãos 

Feito teu corpo esculpido

Em pedra sabão 

Quebra-quebra a banca do bicho

Deu Pavão na cabeça 

Este amor pavor

Preciso te amar por favor

É de você que vem meu irmão o sangue venoso

O beijo gostoso

O travesseiro sedoso

E o tamborim na mão

Minha mão quer encontrar teu rosto

Meus lábios nos beijos teus

Querem fazer canção 

Quebrastes o vidro da desilusão 

De George Orwell os bichos da revolução 

É  que este amor de berço

Nem sei se mereço

Só  sei que assoviei

Este samba canção.


Antonio Marcos Abreu de Arruda.


Rio de Janeiro. RJ