Cantilena no arvoredo
borboletas no estômago
tuas pétalas cheias de estômatos
Brisa no armário
Chaves e portas por todos os lados
Segue a Ilha rumo ao seu traço
Perdigueiros e falastrões
o baralho dos canastrões
(O caminho do falsário)
perdulário
árido
ávido
Sem alento nem desalento me calo
Mas eu ia
que ia
quando me vi entremeado
Pelas palavras que subiam as paredes
pelos objetos largados
Que pareciam vivas sombras
E eu ali naquela poça d'água alagado
Eu era a Ilha e eu ia pelo monte de areia
e eu ia por ali já sem saber por onde ir
só me bastou chegar aqui.
Brás Cubas.