terça-feira, 12 de agosto de 2014

Cantilena no arvoredo

Cantilena no arvoredo
borboletas no estômago
tuas pétalas cheias de estômatos

Brisa no armário
Chaves e portas por todos os lados
Segue a Ilha rumo ao seu traço

Perdigueiros e falastrões
o baralho dos canastrões

(O caminho do falsário)
perdulário
árido
ávido

Sem alento nem desalento me calo

Mas eu ia
que ia
quando me vi entremeado

Pelas palavras que subiam as paredes
pelos objetos largados
Que pareciam vivas sombras

E eu ali naquela poça d'água alagado
Eu era a Ilha e eu ia pelo monte de areia
e eu ia por ali já sem saber por onde ir
só me bastou chegar aqui.

Brás Cubas.