segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A primavera das flores




vulgo e nato lhe traduzo a imensidão
anuncio um rio de mansidão
caminho vis-à-vis
dou alô ao bem-te-vi
e beijo a flor do coração

escorrego sobre a resma
e sopro o trigo
o amarelo me é amigo

remo e tremo
mal navego teus sonhos
revés dos meus pés

de ponta-cabeça
por favor,
não te esqueças do poema
em cima da mesa.