terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Sobreolho

Sobreolho quem me olha a alma torpe
Sobrancelha vida acima dos olhos de fogo
Sou eu teu eu lírico
No cântico do estilhaçado pranto

Duma cousa atoa fiz noite
E a madrugada acesa brilha em forma de estrelas e canção
A constelação mais bonita
Olhava e dizia
Que o destino
É um moçoila de braços abertos

Um menino vadio e arredio dos bosques
E um pau de arara donde avoa meu irmão
Irmão de primazia e naturalmente natural
Irmão fraterno de ideais não
Jamais duas cabeças são iguais

Mas o pensamento
Ele como o vento é meu irmão.

Brás Cubas.