segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Poemas sem nome



Dariuzs Klimczack

deletéria a mão forte
sobre o desejo de sorte
desceu com um raio ao norte
clarão e vastidão
e o horizonte se abriu
em um sorriso amarelo
o dessabor sincero
era o paralelo
e um elo
diz um poeta que provou:
-que tinha gosto de Caramelo!
mão macia de penugem leve
que voa nas quermesses da paixão
pueril ilusão juvenil 
que passa e dá de ombros
teu passado é só escombros
no limiar da ilusão
plenitude sombria
o desvario desvaria
na palma da mão
o poeta lê um mapa
em mil e uma cabeças sonadas
entre as mentes caminha
entre a gente entrelinhas
na calada da noite
aguerrido o açoite
da mão irmã
mão amiga
mão escorregadia
mão co-irmão
mão corrimão
mão que escreve
a mão que revele
a mão que rebele
a mão do golpe à utopia
mão que repica 
mãos a solta
uma mão a outra.

Brás Cubas.