domingo, 29 de setembro de 2013

Axioms

To fill out a basin of memories it is necessary to describe the silence that produces many answers.

Brás Cubas.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Axiomas

As loucas estéricas são um pouco perturbadas, pobres afligem a si mesmas.

Brás Cubas.

The craziness is the only beauty of certain people.

Brás Cubas.

Axiomas

A religião dividiu o mundo em duas estátuas de sal.

Brás Cubas.

The religion have had divided the world into twice salt statues.

Brás Cubas.

Las religiones han detenido el mundo como dos cerdos.

Brás Cubas.

La religion a partagé le monde à deux piliers de sel.

Brás Cubas.

Die Religionen trennen die Welt.

Brás Cubas.


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Axiomas

Correm madrugada a solta os conluios nos covis de pólvora acesa. Prontos pra detonar a vontade dos que mandam.

Brás Cubas.

Axiomas

Capitalismo meu amigo arai tua terra para que nele frutifiquem teus votos vitalícios de liberdade.

Brás Cubas.

Axiomas

Para que te falar de amor se teus ouvidos surdos já não escutam a beleza do gozo da vida?

Brás Cubas.

Axiomas

É preciso sair da solidão coletiva para estar e sentir-se só.

Brás Cubas.

Axioms

The rules rock the world, made our mind turn around and the earthquake got down.

Brás Cubas.

Axiomas

Sobre o pescoço do juiz se arrodilha a mesma corda que enforca o condenado.

Brás Cubas.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Axiomas

E no sussurro da noite eles gemem.

Brás Cubas.

Axiomas

Quando faltam as palavras na boca do sabiá a musica canta.

Brás Cubas.

Axiomas

Para se preencher o vazio é necessário uma galáxia de novas ilusões.

Brás Cubas.

Axioms

Later I will write more as it is itself a way to escape from myself. Later at night when the crow cries.

Brás Cubas.

Axiomas

Com a solidão que olha as minhas fotos despido eu me liberto de certos vícios.

Brás Cubas.

Axiomas

Com a leveza dos pensamentos mais singelos o homem constrói as bases do seu caráter.

Brás Cubas.

Axiomas

A bela paisagem dos campos trouxe ares de cheiros de perfumes de outras terras de outras horas, em busca de um tempo perdido ao sabor do vento a pluma vai.

Brás Cubas.

Axiomas

Ela me ama desesperadamente de uma forma inigualável. Ela me ama mesmo quando tenho feijão nos dentes.

Brás Cubas.

Axiomas

Sobre a beleza de quem ama: O choro é a gota d'alma.

Brás Cubas.

Axiomas

A lei foi feita para encarcerar a animalidade do homem. Mas o gato pardo sabe dar sete pulos na noite escura. A bela justiça sacoleja os gatunos noite a dentro.

Brás Cubas.

Axiomas

Quem goza com a vida alheia já deveras ter aprendido os segredos da masturbação reciproca.

Brás Cubas.

Axiomas

Opereta da poesia e da literatura experimental; - Faz-se necessário o que é de bom senso ser moído.
E que o bom gosto de quem lhes diga seja emérito no céu.

Brás Cubas.

Axiomas

A falácia estrábica da panaceia encerra no ato que a cortina se fecha para o aplauso.

Brás Cubas.

domingo, 22 de setembro de 2013

Axioms

Sometimes, the better thing to hear it is the silence.

Brás Cubas.

Axiomas

É preciso que "o amor" melhore... Oração subordinada substantiva subjetiva até demais.

Brás Cubas.

Axiomas

En tu alma habitan mis deseos.

Brás Cubas.



Axiomas

Rouge, Noir, blanche, gray, purple, el rojo, el blanco, o amarelo y el azul del cielo...

Brás Cubas.

Axiomas

Cuantas tonterias pasan por la cabeza del poeta.

Brás Cubas.

Axiomas

Tempo o mais doce e o mais terrível conselheiro.

Brás Cubas.

Axiomas

O maior dos lobos sabe calar e falar ao mesmo tempo é como um falcão que olha o horizonte e o pior deles é aquele que manipula em silêncio.

Brás Cubas.


Axiomas

Que o amor brilhe e paire sobre as cabeças dos sabiás, somente daqueles que mesmo quando sem uma asa saibam voar.

Brás Cubas.

Axiomas

Soco no estômago revolto. Soco n'alma já destroçada. Soco na cara de quem ama. Soco na cama. Soco inglês. Soco Socorro.

Brás Cubas.

Axiomas

É dos calhordas que elas precisam mais para melhor gozar a vida.

Brás Cubas.

Axioms

Free is the one that recognizes, not only the limits of the others  but the line of the thoughts within the habitué and behaviour around.

Brás Cubas.

Axiomas

Em tempo de seca na caatinga boia-fria mata carcará enquanto sertanejo dá nó em pingo d'água.

Brás Cubas.

O beijo do percevejo

Quem deveras buscar o beijo do percevejo
Quem deveras cheirar a flor do anseio
Quem deveras vir
Perdeu-se
Foi-se em boa hora
Tinha que ler mais
Voltou para as anedotas do cordel
De fato errou a porta do bordel
O poeta continuou com seu pincel
Que deveras falar de quimeras mil.

Brás Cubas.

Axiomas

O amor é mesmo uma obsessão pela face do objeto amado.

Brás Cubas.

Axiomas

Me boicoto cada vez que penso em nós.

Brás Cubas.

Axioms

The waves of your body fits with your behaviour when you passes and cross that exactly street when we let the cigarettes fall.
Drop a text line and a teardrop will convince the world we are still human beings.

Brás Cubas.

Axiomas

Vai se sentir mais sozinho com a minha presença do que com a ausência minha. Quando estive contigo te deixei na solidão de cada e a cada momento em que não soubestes sorrir.

Brás Cubas.

Axioms

It is true that in fact we got lost in many ways in certain complaints remains the wrong arguments and you can bet we shall find the way back. We got back in time every single time the watch it has been watched.


Brás Cubas.

Axiomas

Há de haver tanta lama por onde tu pisas que lá nem os porcos querem mais se refestelar.

Brás Cubas.

Axiomas

A vaca leiteira voando ejaculou seu leite sobre a cabeça do transeunte, assim como um pombo cagou na cabeça doutro.

Brás Cubas.

Axiomas

Uma tormenta de fogos veio do céu em direção à terra. Terrenos somos na imoralidade da vida banida do seio dos corações abençoados.

Brás Cubas.

Uma manada de pássaros passarinhou no meu quarto, olhei o céu azul; a tarde já caía com o astro-rei rubro de rancor. Ele não queria que a dama da noite dançasse sobre nossas cabeças e às seis da matina fez-se mais uma vez a luz.

Brás Cubas.

Enlouquecendo aos poucos a gente toda pôs seus cus para os ares e rezou.

Brás Cubas.

Angelical é a fuga dos fracos de espírito. Os porcos pouco espirituosos saem à francesa.

Brás Cubas.

Going to the church


It is sunday, people around just walk at the park. It is boring the sunday day. Better to eat a sunday at the famous fast-food store. It is sunday the glory mother church will pray for us. We go there. We will confess our sins and pray to the lord, not to the Lord Byron.

We are all going to heaven because hell it is already crowded

Brás Cubas.


sábado, 21 de setembro de 2013

Anonymous letter

Anonymous letter


I would prefer to avoid the love of the king of the storm, I would knife my soul in pieces of woods just to share my feelings in a magic box, within the music and the rhythm was the one we tryed to find whenever we walked together on the mountains city streets.
   I haven't learn how to walk with you. I haven't learned  your steps. Nevertheless and therefore I cannot avoid to step the love gap. Still love isn't a question or neither a decision. It is a fact that you can escape from time to time or from the every day life. Here and there our shadows even on the darkness will be walking together as well our clothes will be sitting at the sofa listening to the thunders and the beauty of that long storm. 
   We could watch and match the nature, being part of the scene without complains I left my brains run away from the time and space. We were one soul. Who knows this will be like it is for the eternal memory of the punishment and forbidden time.

   There is and this is a piece of memory that struggle my pain every night. It is a torture not to do, not touch you but do not belong to that time anymore.

   Should born from the hours that we just watched the rain, our book of romance? Can you imagine if I know myself. I thought I could be you one day. That day seems to be gone on words of rude rumors and angry by the envy around. Yes we were surrounded by the wind of strange wishes that annoyed our partnership, our cumplicity, our reality. What is that? The long talks over trhough the nighst till the sunshine?

   I dont know who you are. I wont know myself anymore.

   We got lost when we found a way... Yes your hair has showed me something from your brains. Can I touch them on my dreams again? Am I allowed to commit myself in a such pleasure? Do you realize this power of strange and illness, a sort of passionte mean of life.
My ocean of tears, please forgive me. I dont know how to rise up a moment. I dont know how to educate. I am rude in my heart coz he wanted to steal all your emotions at first look. I should stop smoking for avoiding accidents. Do not fall in love for images they blame the skull, they freak our brains.


   Should born from the hours that we just watched the rain, our book of romance? Can you imagine if I know myself. I thought I could be you one day. That day seems to be gone on words of rude rumors and angry by the envy around. Yes we were surrounded by the wind of strange wishes that annoyed our partnership, our cumplicity, our reality. What is that? The long talks over through the nights till the sunshine? Purple, lets look for the right colour of what it can be considered a clue of a real fact and substance of love or whatever we call that must, it certainly might be something we share along the walks after the sex in bed. My tears are still on  your chest and the rumors of your stomach are still minding my ears. Every smile, every second, every doubt remains. I try over again reflect myself on that figure. I try to be the one I could be. I try hard and on and on, floating all over the nights searching for the mistery of the beauty that was lost at the claim on the ring bell of our moments. I saw many other at your face and I could play with your soul. I have no way back and now your soul walks with me. They became part of me ( the ones on your way ). I am who I am becouse I read some poems with you. The tone of your voice coming out from your lips whenever the language was a reduced fact. As a matter of fact our language of love was to look into eye to eye. Each other all fluids. From this concerning my soul wont ever say goodbye.

I light a cigarrete with images coming and going... I am still there locked in your bedroom.

Brás Cubas.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Você me levou contigo

No teu abraço
Calei muitas vezes
Os pensamentos
No teu braço
Me senti forte
Me senti fraco
Fui teu
Ainda sou
Quando sou
Quando quero me possuir
Sobre sua mente vagueio
Possessão? Obsessão?
Não
Amor meu
Não se te definir amor.

Brás Cubas.

Poesia marginal

Pá de cal
Pá de sal
Perna de pau
Aval
Maurício de Nassau
Jesuítas
Eclesiásticos
Salve! Salvem!
Os escolásticos.

Brás Cubas.

Petit poème

On vas parler de la vie
pour faire
pour rire
et pleurer
et danser
il faut une petit poésie.

Brás Cubas.

Antropofagia

Come Tupi
Fala Tupi
O Tupinambá comeu o francês
No caldeirão
Na folha de bananeira
Que eu nem sei
Qual pedaço d'arte foi
Junto com a mente desse francês.

Brás Cubas.

Poesia purifica

Poesia gira
Poesia política
poesia pornô
Pornograficamente
Delicada e sutilmente revela
O clamor
O louvor
O sabor
O amor
A plebe
Que se rebele
Pois a poesia pariu a política.

Brás Cubas.

Pierrot

Mas que belo Pierrot
Veio fazê-la a corte
Que noite enluarada deveras
Mas que belo Pierrot
Com sorriso escancarado
Escondido o rosto do mascarado
Que resplandece o esplendor
O exagero de qualquer menina
Que o desejo do amor amante
Mas que belo Pierrot
Que naquela bela rua passou
Passou o Pierrot
Passou o seu amor
Passa tudo
Passa passando
Passa olhando
Passa desejando
Passa amando
Passa passando
Assovia o passarinho
Pra essa amorosa mensagem de amor levar


Brás Cubas.

O rosto do ser amado me ama.

O rosto do ser amado
Pendurado no retrato
Retrato paisagem
Paisagem perfeita
Nariz adunco
O corpo de Elnuco
Retrato paralisado
Retrato foto
Fotografia
Desse meu ser amado
Amo até sua caligrafia
Amo sua escrita
Amo lhe amar
O rosto do ser amado me ama.

Brás Cubas.

Viene

Viene
Ella, la negra piel
La sonrisa
Entonces mi vida
Llora la lluvia
Bendiga la iglesia
Venga conmigo
Corra en los campos
Viene

Brás Cubas.

Quel chance!

Quel chance!
La beauté est vraiment belle
Mademoiselle
Dire-moi
C'est soir
Est-que-tu veux?
Mon coeur
Ma vie
Mon amour
Dire-moi
Parce que cette moment là
Ne vas pas se répéter ici
Viens dans ma chambre
Et parlez des mots que les autre écoutent
Parlez de l'amour
Nôtre
Vôtre
Quel chance!

Brás Cubas.

Axiomas

Beleza! Beleza! Sopra teu vento sobre a árvore frutífera, permeia o seio da amada, embebeda de felicidade a vida.

Brás Cubas.

And she goes away

Crying on loneliness she passed away
She crossed the crosses
She crossed the space and time
She went away with a cowboy hat
Riding on a motorcycle
With a liter of alcohol
The wind blew her hair
Blonde was her hair
Crying she left the dark room
And smiling went to the streets
To overview and overcome the past
The ones, one her best signal
The ones that she must loved
The loves away
The biggest apple from the big apple
She wanted to be part of it
But just crying she left.

Brás Cubas.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Axiomas

Aflora a flora da fauna dos desejos animais. Liberta a liberdade na soleira da porta da caatinga. Solta o verbo na rua para o palhaço sorrir mais.

Brás Cubas.


sábado, 14 de setembro de 2013

Musique




A Dialética dos Poetas Malditos

Agora começa a arte, talvez no ciclo de Outras Bossas revela-se:- Maldito seja o cu de Rimbaud.

Sejam bem-vindos A Dialética dos Poetas Malditos

Meu poeta favorito

Que seja ele maldito
O maldito dos malditos
O mais que maldito
O cu do mundo
Oceanos profundos
Nos bares de arcanjos
Arranjos de flores
Pássaros e mais flores
Correm os corvos pela selva
Salve Rimbaud  sempre armado para a guerra
Salve a selva do pilantra
Que sejam bem-vindos meus amigos
E aqueles que vos digo
Prefiro proferir
Eu que deveras ser maldito
Salve Baudelaire
Sou aspirante na arte da arte
Aprendiz do aprendiz
Da faca do louvor
Que venha o clamor
Que eu seja o que quer ele
Quando meti bem no fundo
Que eu seja a merda
Ondo o gozo no intestino se encerra
E que a privada sorria para o mundo.


Epopeia maldita

Era linda a lua
Que invejava o dia-a-dia
Da gente infeliz
Sorriso guarnição
Papel e bolha de sabão
Ilusão
Oh Ilusão
Acorda o mundo com o grito
A verdade não é única
O mundo se encerra
Quando a vida termina
O homem nasce e sabe porque chora
Já pede na luta para colocar sua cabeça vagina afora
Agora vida você é uma ilusão
Larga dos meus punhos
A vontade visceral
O desejo do animal.
Liberta a calmaria
Que a tormenta é divinamente certa
Acerta o assecla
Que dele nada mais a esperança espera
Espera que o tempo da razão lhe chegue tardia
Que chegue vazio o sopro do vento
Que as sombras levem o tempo
Sejamos a verdade da ilusão.
Vamos transbordar os bordados
Os vômitos e gozos do passado
Vamos libertar alma e o sangue dos homens
Abram os hospícios
Porque os lúcidos já estão despidos
Em fotos da burguesia
Porque Chagall também maldito ès
Salvemo-nos de qualquer sala de espera
Esperemos que a vida seja bela
Doce e concreta
Real e abstrata
Abolicionista e evolucionista
E criacionista
Revolucionária
Sejamos eles
Eles são o que somos
Olhemos o espelho
Tentemos
Voltemos
Sejamos
Calemos
Malditos ardendo no eterno inferno.
Que a terra santa queime suas mágoas
Que os Alibabás joguem fora suas malas
Sejamos puros e inocentes
Sejamos gente e somos bilhões
Somos números
Que comem mais
Que mais de comem
Que venha a beleza fria
A realeza sombria
A cadela e a vadia
O trocadilho é um caralho
Que voa sobre todas as cabeças.

You don't have to tell to be. You have to be to tell.


Meu avesso

Queria ser cabeça da minha cabeça
Queria cabecear a lata
Porque não sei chutar bola
Todo muleque aprende na escola
Queria ser mais
Queria beber a vida dos poetas
Queria o saber do saber
Queria nada quando todo mundo tinha tudo
Queria o non-sense
E algum sentido
Para os frêmitos gemidos
Dos gargalos pervertidos
Queria do quarto escuro
A solidão em pílulas
Queria uma sala escola
Uma sacola nova
Queria meu avesso
Escrutínio do viver
Escutando samba com rock
Puro lazer
Queria alhures
Outros mares
Queria ser meu avesso
Mais travesso
E menos vadio
Porém vadiar mais
Salve Vadinho
Dona Flor
E seus imaginários maridos.

Assumir vários papéis é sacudir várias almas.


Chocalho.

Chocalha Chocalha Chocalha
Cabeça
Cabeça
Cabeça
A besta
A vaca
A teta
Mama mama
A tua
A minha
Chocalha Chocalha Chocalha
Fundo
Chocalha o mundo.



Palabras Palabras sois la noche en mi alma sois la poesia que canta por la mañana.


Pedinte e pagante.

Pede água
Bebe a sede
Sopra o vento
Pede conselho
Rola o rubro
O rosa-pink
O vaso vermelho
O esmalte cor de terra
Aduba com estrume
De rosas vermelhas
Para dizer que não mencionei amores
Pediremos amores
Amorzinho meu
Você que não é meu
Volta pra casa
Vem embebedar minhas lágrimas
Vem com seu suor
Traz o dó
Que o rima do re mi fá só lá si
Quem sabe fará
Nossas almas flutuarem
Amores de sabão.

Platão

Céu e inferno
Olho choro peco
Peço
Erro
Escolho
Miro teu olho
Na multidão
Tem muita gente
Gente demais
Demasiado tumulto
Sal e pimenta
Pra temperar o nascer do que vêm da terra
A batata inglesa e a cenoura portuguesa.

Penumbra

Avoa minha águia
Vai beber água
Vai matar a sede da vaca
Avoa meu passarinho
Vai fazer teu ninho
Noutro lugar
Avoa pomba branca
Corvo negro
Flamencos nos canaviais
Festas de carnavais
Faca
Navalha
Carne
Sangra
A vida num mantra
Penumbra-sombra
Aumenta a minha
Assombra a sombra.

Sete poetas malditos

Sejam eles o número sete
Seja o sete cabalístico
Seja a alma profana
Seja o rio d'ouro
O desejo que abocanha
Senhor das uvas
Lua e rua
Na minha e na sua
Sete poetas malditos caminham.

Poetas calhordas

Eu uso o eu lírico
Eu
Uso o eu lírico
Eu sou o eu lírico
Eu danço tango comigo
Eu fui
Era
Sou narciso.

Concentração

Pernas de mantra
Pernas de piranha
Piranhas que abocanham
A alma do alucinado
Pernas salamandra
A perna dobrada
Abóboda virada
Reza minha filha
Que o nascer do dia é certo
E a lua ri de tuas preces
Desce e sobe essa ladeira
Com as pernas que Deus te deu
E que os os olhos comem
Os homens comem
Toda a gente come
Regurgita e vomita
Corre o gozo em tuas pernas
Corre o sangue aquarela
Menstrua pra parir
Veste de noiva pra mentir
Reviravolta teus sentimentos
Vira o mundo no seu lamento
Concentra na tua vida
Que a dos poetas malditos está em todas as esquinas.


Societé

Je suis putain

Il est
Nous sommes
Et Vous?

Hace un tiempo


Ojalá que queiras

Ojalá que la luna llena
Ojalá que la putana llore
Olha lá
O cu do conde.

Tengo hambre de hombre.


Baixou na terra

A maledicência de toda glória
A frivolidade de toda comédia
A sapiência da maldita ciência
A benevolência da gente festeira
Baixou na terra a arma química
Baixou na terra uma menina chamada guerra.


Para Bukowski

Escrevo a ti meu amigo
Uma carta ligeira
Envio para a sua terra parideira
Escrevo como escravo que sou do que escrevo
Escrevo contando as folhas dos trevos
Poeta lindo e pueril
Fumaça azul cor carnal quase anil
Vanila e céu
Pão e véu
Máscara de Bukowski
Máscara dos mascarados
Nosso Bukowski
Escrevo escravo do teu seio
Escrevo deitado no teu peito
Escrevo para que leves para bem longe
Essa nossa história.



Florestas

Bucólico
Melancólico
Sólido
O traço desconcertante
A reta geométrica
A lucidez tirou um pedaço do cérebro do poeta
Florestas
Matas verdes
Verdes matas
Estrambólico
Eufórico gozo
Das leituras vis
Mil são os profetas
Mil são os poetas
Mil são os prólogos
E os cânticos romanos.


A liberdade da arte

Voa galinha
Voa condor
Voa albatroz
Voa águia
Bebe a sede
Castiga almas
A liberdade da arte
Que por vir está
Aqui não chegou
Mas muitas almas tocou
É o toque carnal
A masturbação virginal.

Sexo banido

Maldito seja o sexo
Bendito o pudor
Choremos no louvor
Oremos enquanto cantamos
Gozemos enquanto tocamos
Viva nossa vida.

Melancolia

Ela de outrora que viera
Ela que soubera de tudo
Ela que não pudera
Ela que amara
Ela que falara
Ela, a melancolia
Ela que bebia no copo do bêbado
Ela, a melancolia
Ela que não queria ficar sozinha
Ela que arrastava a gente
Para a tarde nublada
A melancolia traçada na carne
A melancolia na tarde
Verdadeira melancolia.

Flores belas

Oh! Tu minha quimera
Queimarias tu
A própria vossa beleza
Nos espasmos dos teus beijos fúnebres
Sim flores belas e finais
Encerram o giro do mundo
Baba na boca dessa camélia
Que o gozo já lhe espera na porta
A eficaz solidez dos pensamentos
Que lhe bate na soleira dessa porta
Menina olha a horta
Colhe teus grãos
Fabrica teu pão bento
Divide entre teus irmãos
E livra teus livros dos cupins
Aduba as flores belas
Pois nelas toda a beleza libertará.



Expõe teus cornos vaca desmamada que a manada não te segue mais pelo rio do leito mas pelo preceito de tua carne!


Carta a Augusto dos anjos.

Que as almas que lhe abençoaram
Revoem alto
No altar santo
Augusto dos Anjos
Anjos te carregaram Augusto
De certo o mês de Agosto
Foi-lhe de preceito
Com todo amor dedico
Esta carta poema
Este cataclismo menino
Corre Augusto dos Anjos
Revoa sobre os anjos
Canta tua poesia
Revela tua beleza fria
Salve Augusto dos Anjos!

Para falar de Baudelaire

Para dele falar
Fausto tende conhecer
Ópera estridente
Melodia de notas de nó
Flores do mal
Benedictus lesbos
Clarim dos cegos
Verdade desnuda
Amo o teu seio minha amada
Suga o meu leite até o fim.

A vida habita no veio do seio de um rio calmaria-tormenta que lhe escorre pelas mãos. A mão pátria é a mesma mão do golpista apátrida.


De pessoa para Pessoa.

De frente ao rumo
De fronte ao fronte
Na trincheira
De pessoa para Pessoa
De olho no olho
De passo a passo
Passo
Olho
Olho
O Olho
De frente ao ego
Eles viram gente voar
Nas asas do corcel.

Pinta bem teus lábios de mel com carmim para que deles não sopre o fel falacioso da mentira-verdade.

Está completa


Dialética dos poetas
Poeta teu
Poetas meus
Queria ser o poeta
Queria o filósofo no prólogo
Da psicoterapia
Da centopeia ideia
Da maldita vida
Nos somos dialeticamente febris.
Seremos no azul anil.
O mar fermento
O flato lento.
Borbulha bolha de sabão.

O sebo

A glândula sebácea
O moedor de carne
O sebo sebento
O sebo do bento
O sebo bento
Navalha na carne.
Arrancar pentelho arde!


No jogo da coação a falsa autoflagelação cristã é o cadafalso dos pobres de espirito.... Oremos porque é no gozo que nos aproximamos de Deus.



Fruto do fim


Queria arrancar o coração a faca
Pra libertar a alma
Queria exumar a morte
Pra não viver sem amor
Queria tua alma em dor
Queria exterminar o clamor
Queria o punhal
Queria a infância roubada
O amor perdido
Queria me perder
Queria o amor
Queria saber
Queria não querer

Os lábios cortados sangram com qualquer palavra

Was it?
Was love enough?
Was to be in love all?
Was unlocked your door
When I needed to knock in?
Were you always the one I used to know
Were you the promisse?
Or just the memory?
Was the love just a wind?
Were us the blow
On that view
We suppose to fit with that picture
Was enough to dream of it
Was enough to scream and shout
The feeling over out
Was the blood running through the right vains?
Up side down our heart and brains
Or we just followed the rules
Of this freak game
Was it all about us
Wasn't enough...

Batuque na cozinha

Vamos tocar um batuque na cozinha

Vamos fazer uma festa pequenina
Vamos reviver a esperança da sala de espera
Vamos com quer
Vamos fazer na tela
Vamos fazer a tarantela
Vamos dançar de salto alto
Corre que vem o arrastão
Segura menina a sandália da bahiana
Solta esse sapato.
Pra toda gente eu mando um acalento
Vamos fazer a roda girar
No mundo pasmo.
Vamos delirar no delírio do delirado
Salve o Brasil
E os seus habitantes enamorados
Por sua beleza ufanista
Por seu poder midiático.



Tem pai que castiga que pune que domina que fascina tempo pai de todos pia do tempo que passa tempo que leva e traz tudo tempo que abençoa e que por la cabeça de toda gente revoa  






Brás Cubas.