Axiomas de prelúdio
Conta quantas esperanças dançam na sua cabeça
Conta quantos homens choram pois de nada têm certeza
Conta o conto de réis do viés de becos escuros e suas belezas
Conta as gotículas do orvalho do carvalho, as gotículas chororô
Conta do clamor da flecha que revoa e avoa a garganta do galo que cocorocô
Canta a liberdade do homem que foi preso por político esmero do seu capataz nagô
Conta contos de fada para que a anistia de toda a pátria seja louvor e clamor de puro ardor
Conta comigo que fui teu amigo quando assinalei para nossos comparsas te livrarem da farsa complô
Canta o hino da burguesia como se já foras banida a tua liberdade adquirida em palavras de puro amor
Canta o homem em verso e prosa, lhe traga uma rosa no protesto de Agosto, o mês do desgosto e dissabor
Canta comigo cantigas de roda que roda a ciranda do seu parvo tremor
Canta comigo versos mínimos e os outros que vos peço por favor
Canta a festa festeira, a brisa ligeira de qualquer passe livre
Canta a tal liberdade gozo de felicidade que o homem vive
Vive neste viveiro
Pula a galinha
Voa de qualquer poleiro
Mas vive!
Brás Cubas.
Conta quantas esperanças dançam na sua cabeça
Conta quantos homens choram pois de nada têm certeza
Conta o conto de réis do viés de becos escuros e suas belezas
Conta as gotículas do orvalho do carvalho, as gotículas chororô
Conta do clamor da flecha que revoa e avoa a garganta do galo que cocorocô
Canta a liberdade do homem que foi preso por político esmero do seu capataz nagô
Conta contos de fada para que a anistia de toda a pátria seja louvor e clamor de puro ardor
Conta comigo que fui teu amigo quando assinalei para nossos comparsas te livrarem da farsa complô
Canta o hino da burguesia como se já foras banida a tua liberdade adquirida em palavras de puro amor
Canta o homem em verso e prosa, lhe traga uma rosa no protesto de Agosto, o mês do desgosto e dissabor
Canta comigo cantigas de roda que roda a ciranda do seu parvo tremor
Canta comigo versos mínimos e os outros que vos peço por favor
Canta a festa festeira, a brisa ligeira de qualquer passe livre
Canta a tal liberdade gozo de felicidade que o homem vive
Vive neste viveiro
Pula a galinha
Voa de qualquer poleiro
Mas vive!
Brás Cubas.
