quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Axiomas de prelúdio

Axiomas de prelúdio

Conta quantas esperanças dançam na sua cabeça
Conta quantos homens choram pois de nada têm certeza
Conta o conto de réis do viés de becos escuros e suas belezas
Conta as gotículas do orvalho do carvalho, as gotículas chororô
Conta do clamor da flecha que revoa e avoa a garganta do galo que cocorocô
Canta a liberdade do homem que foi preso por político esmero do seu capataz nagô
Conta contos de fada para que a anistia de toda a pátria seja louvor e clamor de puro ardor
Conta comigo que fui teu amigo quando assinalei para nossos comparsas te livrarem da farsa complô
Canta o hino da burguesia como se já foras banida a tua liberdade adquirida em palavras de puro amor
Canta o homem em verso e prosa, lhe traga uma rosa no protesto de Agosto, o mês do desgosto e dissabor

Canta comigo cantigas de roda que roda a ciranda do seu parvo tremor
Canta comigo versos mínimos e os outros que vos peço por favor
Canta a festa festeira, a brisa ligeira de qualquer passe livre
Canta a tal liberdade gozo de felicidade que o homem vive
Vive neste viveiro
Pula a galinha
Voa de qualquer poleiro
Mas vive!

Brás Cubas.

Axiomas

Axiomas de prelúdio

O poeta é um filho de qualquer ciência, é um bicho que gosta de navegar o mar somente na tormenta seja ela em qual direção for.


Brás Cubas.

Axiomas

Axiomas de prelúdio

Surfando por entre rádios que tocam mais do mesmo e remexendo com velhas notas musicais o velho tempo velho se esvai.

Brás Cubas.

Axiomas de prelúdio

Axiomas de prelúdio

Como um pastor que expia as ovelhas vou escrevendo e digerindo minhas próprias palavras. Minhas proferidas palavras vão além do que querem eles. Minhas próprias palavras propriamente ditas no ditame de certos certames ditosos desgostosos de populismos milhares. Da plantação dos milharais mil. Da praga do Egito no profícuo rio Nilo vago ( sou o naufrago em mim ). Oh! Palavras sois o ventre:- arais o sopro de qualquer alma do limbo banida. Sois a prece do pastor no voluntário esforço de resgatá-las. Ovelhas natas que procuram em tuas palavras qualquer conforto e sonífero verdade. Qualquer verdade simbológica. Qualquer lógica neste poema imbróglio da sua roça. Capina este mato agora! Corta o mal pela raiz libertando enfim aquilo tudo que queremos nós.


O pastor.
Livra e liberta tuas ovelhas cordeiras
O tempo já lhes fez ordeiras de tua obra
Liberta a saudade das palavras
Das palavras tuas
Exuma essa culpa retrógrada

Livra esse rebanho do sangue
Salva o cordeiro derradeiro
Batiza do povo o ouvido
Com teus conselhos
Bani todos de teu reino
Para que pensem de vontade própria

Livra a mente do ser
E seja livre por não crer
Que a missão nunca é comprida demais
Mas que se cumpre no ideal

Deixa que o tempo se torne pensamento
Deixa que o livre momento seja o pai
Deixa que a mãe faça o parto
Deixa a poesia parir de fato

Livra o pensar livre
Deixa o verbo correr verborragicamente
Livra a mágica do cartola
Liberta-te como outrora fizeras mágica
É a mágica do pensamento que te naufraga
Nos rios de mares entre águas

Divide o pão do frade
Sejamos pluralmente o fato irmandade
O pensamento único já lhe invade
Escape do que já sabes
Invada outros espaços com passos sutis

Lavra a escritura dos teus sonhos nas águas do mar
E enterra a maldade dos teus sonhos na ventania do ar.

Brás Cubas.



Axiomas de prelúdio

Axiomas de prelúdio.

O quarto.
Trancaste a tua sanidade no quarto escuro
No quarto cheio de quinquilharias
Derrubaste o muro
Ao som do sussurro
Neste muro subirias tu

Alavancaste a memória do quarto
O quarto nada fala de seus abjetos objetos
Seus alfarrábios selaram
Os beijos eternos
Os homens modernos
E a moderna porta estandarte

Trouxeste o ouro de estórias
Me contastes tuas glórias dos tempos passados
Eu que quando escuto ardo
Nem no sonho te calo
Pois o quarto é o talo do teu elo com o meu cego ego

Falaste de tudo neste quarto
E pusera em mim o saldo dos sentimentos remexidos enfim.

Brás Cubas.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Axiomas de prelúdio

Axiomas de prelúdio.
Automotivo.
Estremece o dedo em riste
Seu choro melancólico inibe
O sorriso alheio
Eu que te aconselho
Que durmas noites de sonhos para sonhar

Enobrece a tua prece em forma poética
Foge da métrica
Acerta o ponteiro no compasso
Passo aço da régua
Segue a regra de intento
Da felicidade momento

Entranha as entranhas das paredes
Ouve o sábio no espelho
E sorris

Enforca goela abaixo o teu martírio
Que eu volto a ser menino
Nos teu braços
Abre teu armário
E me mostra tuas fotografias
Sejamos a utopia do sonho

Degola as pompas dos artefatos
Explode a bomba do palato
Vibra alto tua corda vocal
Sejamos o banal
E que venha o canibalismo surreal.

Brás Cubas.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Axiomas de prelúdio

Axiomas de prelúdio

   A fera ferida feriu o homem também ferido. Sua ferida era enorme e sangrava. A ferida da fera enorme era, do tamanho do mundo.
   A ferida não cicatrizava. A ferida ficava, morava no sangue vivo. A ferida esbranquiçada, estava já enraizada nos confins da fera.
   Sua ferida era a sorte de qualquer ferida jogada a própria sorte. A ferida era o forte que era mais forte que o oxigênio que tentara inutilmente em vão fechar a ferida.
   A ferida lacrimejava de forma intensa como era imensa a ferida n'alma que o pequeno barco e a oferecida serenata não lhes curou a ferida nata.
   A ferida da pátria era nada. O povo já clamava: - Mata! Mata! Por favor! Mata essa ferida que sofre de dor; - Mata essa ferida eremita, esse pranto louvor- Lava a calçada da baquiana com todo estupor.

  O sábio sabia.
  Sabias de tudo que ele dizia.
  Sabias de tudo que o homem queria.
  Sabias que de ti o povo todo junto ria.
  Sabias de que o sono, teu conselheiro ia.
  Sabias que ele se esvaia em vaias que titubeiam.

  Sabias que a saia rodada era prendada a menina que dançava.
  Sabias que irias me deixar na Primavera enquanto ele cantava quimeras.
  Sabias que o velho sábio assoviava como canta o sabiá que era puro cantarolar.
  Sabias que a vida é puro desejo, antevejo o nosso musicar, entreolho seu pedido de ar.
  Sabias que a ferida viria com o sangue vermelhidão. Puera e solidão no sal do mar e podias me amar.
  Sabias que o sentimento crescia já se retorcia em forma de poesia para que nossa felicidade pudesse voar.

Brás Cubas.

Por aí

Por aí
Uma bebida em Macau
No Rio um cartão postal
Nos Emirados os árabes
No Rio o Pão de Açúcar
Na China o ópio
Na Palestina o ódio
O mundo
Pano de fundo
para a paz
No bando o passado do pássaro
Passou
Em Nova Iorque a gente
Muita gente
Gente do mundo inteiro
Em Praga uma saga
Em Veneza a mesa
O capelete
Na Rússia o repúdio
No canto do mundo
Um grito ecoa
E a Andorinha revoa

Brás Cubas.

Ócio

Ócio
Ócio é delicia
Meu pernicioso e involuntário
Amigo voluntário

Ócio dócil
Ócio estridente
Ócio calado
Ócio é o que eu quero
Ócio é do que necessitam eles

Ócio negócio
Ócio sócio da sociedade
Ócio da modernidade
Ócio do proletário
Ócio amigo meu
Ócio amigo seu
Ócio amigo nosso

Ócio burguês
Ócio do inglês
Ócio grande
Ócio chinês.

Brás Cubas.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Egocentrismo


Egocentrismo.

Entro de soslaio na solidão coletiva
Entro porta adentro
Com pernas e membros
Eu que não sou o centro
Entro por todos os lados
Entro na multidão
Alcovitando a calmaria
Entro nos teus braços
Assim como quem em alfa entra
Entro na travessia.

Sou o rio que deságua
A ponte construída
Sou o sono que te embala
Sou o sonho sonhado
O beijo do amado
Quando passa a romaria

Entro por entre os laços
Dos afetos perdidos
Volto a ser menino
Quando te acho
Entro casa adentro
Pra tomar o teu café pequeno
E ler versos milimétricos
E decassílabos também os cavo

Entro noite afora
Lua nova
Entro na leitura dos teus lábios
Entro de mansinho
Sou a raiz da planta do seu vaso predileto
Entro e me revelo
Faço que o fato seja consumado
Te consumindo as entranhas
Neste belo calhamaço.

Brás Cubas.

Proliferar

Proliferar.

Esmago o choro da noite perdida
Nela espalho o pranto
Ao relento canto e amo
Sou prole
Sou réu do teu pincel

Me refestelo
Me refaço
Me entrego
À festa da vida

Esmago as mágoas
Estrangulo o soluço
Com estranheza pulo
As ondas do amar.

Brás Cubas.

Angústia


Angústia

Falo em primeira pessoa
A segunda em minh'alma já não ecoa
Como deveras replicar
Falo farto do fato

Falo alto
Pra muita gente te amar
Falo tudo de que não sei
Mesmo assim hei de sonhar!

Falo mesmo assim
Dos devaneios em mim
Da síncope sagrada
Da cadela marginal
Do homem comum
E de todos no sul.

Falo em primeira pessoa
Pois a quarta estrofe já revoa
As cabeças da gente ribeira
Eu que como pelas beiras
Falo em primeira pessoa.

Brás Cubas.

Divinal

Divinal.


Ardo quando queima a palha seca
Quando a seca chega no sertão
Pulo a fogueira
Viva São Pedro e São João.

Jogo bola de gude na terra seca
Que seca tudo
Tudo já secou

O rio que por aqui passava
O rio que por aqui passou
Já não passa mais
Mas passava passando
E o tempo secou.

Brás Cubas.

Louros d'ouros


Louros d'ouros


Eu que estou atento
Busco alento
Eu que estou na Glória
Busco acalento
Eu que estou em busca
Encontro

Eu que sou o rio
Busco a água
Eu que sou o frio
E a boca que amarga
Eu que sou o fel
Já experimentei do mel
Do amor.

Brás Cubas.

Epígrafo

Epígrafo

Meu ego me chama
Na chama da cama
Meu ego te ama
Quando proclamas

Meu ego se ergue
Eu sou o que segue
No próximo verso

Estranhamente boquiaberto
O sorriso sincero
O gozo último
O filho único

[E meu ego segue...]

Brás Cubas.

Poema de sabotagem

Poema de sabotagem.


Eu quisera falar
Eu pudera falar
Eu falaria do mar
Se amar fosse cantar

Eu sonhara teu sonho
Eu velaria teu sono
Para te ninar

Eu sabia de nada
A noite meus amigos
É sagrada
E a solidão resguarda
O pobre coração.

Brás Cubas.

Condição de poeta

Condição de poeta.


Eu tinha uma memória
Ela de mim se perdeu
Esvaiu-se em água
Era o rio que me acalmava
Ele também partiu

Entre as águas desse rio
A memória sorri
Eu que tinha uma memória
Sabia contar estórias para o povo rir

Eu que tinha tudo
Vi meu mundo ruir ao som do descompasso
O compasso já não tracejava o traço
Das retas de qualquer emoção.

Brás Cubas.


Jacutinga

Jacutinga


Eu que ricochetei-o
Eu que peço conselho
Eu que dou lambada no lombo do romeiro
Meu verso cantará

Eu que me embolo
No bolo da noiva
No vapor da coifa
Meu verso cantará

Eu que me dedico ao espaço
Me perdi nos teus passos
Quanto queria te guiar
E quando menos esperes
Meu verso cantará.

Brás Cubas.

Premissas inéditas

Premissas inéditas


Eu que sonhara
Talvez acordara
Querendo amar

Eu que falara
Talvez espreitara
O discursar

Eu que deveras
Busquei mil quimeras
Para voar

Eu que sumira
Voltara na ira
Dos homens do mar.

Brás Cubas.





domingo, 13 de outubro de 2013

Axiomas

A pseudo intimidade permeia a nova moda dos pseudos relacionamentos que são rasos e superficiais.

Brás Cubas.

sábado, 12 de outubro de 2013

Eunuco

Eunuco

Qual é teu nome Eunuco?
Será delírio dos Deuses
Um encontro nosso
Estranho forço
A mente para que a imagem congele
Seu rosto revele
A beleza que todos anseiam

Qual é teu nome gato da noite?
Que bons ventos a novidade te trouxe!
Que boa nova
Quase uma bossa
Escrevo escravo no desejo
Do beijo seu

Qual é teu nome anjo Arcanjo?
Qual é a graça da sua graça?
Qual é a bola certa nesse seu biquinho de sinuca?
Como eu deveras te achar n'alma?
Vem sem medo
Meu corpo quer ouvir do teu conselhos
Ah! Se tu viesses em calmaria
A paz em minha alma dormiria.

Brás Cubas.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Leva embora

Leva tua cara de pau embora
Leva teu choro ignóbil embora
Leva tuas farroupilhas embora
Leva tuas lágrimas embora
Leva tua presença embora
Leva tua insanidade embora
Leva tua meia idade embora
Leva contigo as memórias
Leva embora
Vá embora.

Brás Cubas.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Axiomas

Efêmera no seu arquétipo a noite de lua é crua lua branca. É noite de lua cheia.

Brás Cubas.

Salgo entre olas




Salgo entre olas
Aunque la luna no salga
Y tu deseas solo el mar de palabras
Que él sea de las olas
Aunque el sonido
Así, si el sabor lleva
Bailando por las lenguas
Salgo entre olas
Donde el hombre supiera
Aunque sus labios digan
Que la rumba es amiga tuya
Aunque, el canto de la mujer
Lleve toda la gente
Todos los enamorados
Salgo entre olas

Brás Cubas.






domingo, 6 de outubro de 2013

Axioms

There is no clue in love, only evidences.

Brás Cubas.

Axioms

To absorb observing the men. It is necessary to keep the distance from ourselves. The curtains are never too close for the voyeurs.

Brás Cubas.

Axioms

There will be an aim to settle down the sorrow. There always will be tomorrow. There will be the laugh to bright the daylight. There will be signs of the moonlight. There will always be. Will be always there?

Brás Cubas.

Axiomas

Acautela-se dos martírios que desaparecerão no solstício da aurora boreal de sua alma.

Brás Cubas.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Axiomas

Tempo o mais doce e o mais terrível conselheiro.

Brás Cubas.

Axiomas

Que o amor brilhe e paire sobre as cabeças dos sabiás, somente daqueles que mesmo quando sem uma asa saibam voar.

Brás Cubas.

Axiomas

Soco no estômago revolto. Soco n'alma já destroçada. Soco na cara de quem ama. Soco na cama. Soco inglês. Soco Socorro!

Brás Cubas.

Axioms

Enjoy itself as maximum, life, can fill out all your desires and feelings. To live a full life, it might be to look inside yourself several times... and to discover the others who has passed through your way. The one who decides to stay must be aware of the remaining waves.

Brás Cubas.

Axiomas

Parece que o que vejo diante dos meus olhos é um povo sofrido, um sertanejo que já saiu do sertão há muito tempo mas a seca não larga dele. 
Parece que vejo o país que vendia o produto alma-alegria, vomitar velhas mazelas das senzalas. 
Parece que o choro é um pouco mais ignóbil e sorriso mais escárnio.
Parece que se passaram cinco décadas e ainda enxergo o passado.
A demanda mais veemente e o povo menos inocente.

Brás Cubas.

Axiomas

   A plebeia de qualquer cidade de outra cidade constitui um vínculo com todos os membros de um parlamento vazio. As vozes já não ressoavam nos martelos. O estridente grito dos outros plebeus já lhe era agudo e demasiado frustrante, e não produzia efeitos colaterais para uma realidade de décadas de escravagismo.
   Essa plebeia saiu de sua cidade para velejar outras culturas e comprar suas mercadorias incluindo seu intelecto, queria entender sua produtividade e meios de comunicação. Essa plebeia era a panaceia febril que revoa todo o globo.
   Ela era uma demonstradora do bem estar. Ela queria olhar o mundo sobre seus próprios olhos.

Brás Cubas.

Axioms

To do not not sound silly. Men look for the right steps to grow and raise their conceptions about life and so on. The happiness claims the most clever way of thinking itself, imagining and wondering the facts as the purple rain. The brain storm produces a circle of ideas and lights surrounding the right moment. To be smart and productive a man should fight against his animalistic desires and close the door for the circumstantial ideology.

Brás Cubas.

The fear of love

The fear of love

He sent a letter
The sea brought the bottle
He was not shallow
He gave all
He meant his best
The lover was narrow
He went to the sea
To be traded the fear
He travelled the world
To reach the right word
To say I love you
He intend to be the soul
To reach the feeling's goals
But the lover was
The lover went away
He kept his tears
There was at the end
The fear of love.

Brás Cubas.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Musique


A abóboda do poder social

   A abóbada do poder social.

A abóbada do poder umbilical, que habita, no cerne do que concerne o poder central e suas variações sociais e políticas rola a roleta sobre o jogo entre o A e o B. Quem faz valer essa voz? A voz do poder tem várias facetas e facetas mil. O poder rebela-se contra a voz do coletivo:- onde a massa de insatisfeitos e subjugados embola-se em entrelinhas de quem quer ir além do senso-comum. Quem libertará essa voz uníssona que saiu do caos e veio ser elevada nos centros e instituições que contribuem para insuflar o seu próprio desmoronamento sufixal. O institucionalismo acelera os achismos de que violências locais denotam a vontade de certos grupos e conglomerados.
     As corporações e seus grandes chefes unem-se para rir de revoltas deslocadas e tresloucadas. É o contramovimento do poder da voz cidadã contra o poder legitimado. É nesse fenômeno que mora o perigo de um caos social que tenta se estabelecer entre a vontade de poder entre os diferentes grupos sociais e suas ideologias complacentes com as vontades do próprio poder. Existe uma grande diferença social sobre os conceitos e revelações sobre os fenômenos sociais estabelecidos. A coletividade se embola ao sujeito e sua interdependência e poder de persuasão. Cada sujeito quer e todos têm sua voz multiplicada nos eixos das várias esferas de demandas dos anseios políticos e caricaturalmente essenciais. As atividades do coletivo tornam-se subversivas a medida que os poderes constituídos tendem a manter o imbróglio sobre suas próprias eméritas falsetas. A manutenção do status quo e da liberdade de expressão formulou-se de forma que a coletividade explode em sumários pontos de ebulição e efervescência sociocultural.
   A globalização já não é o guarda-chuva principal que em sua força poderia dar conta das ementas e demandas dos seus próprios mantedores. Urge que a sociedade civil liberte-se dos flagelos midiáticos e o senso crítico venha ainda que tardio para as massas, não por revolução, pois parece que o globo não sai de vários estereótipos de revoluções e contra revoluções.
   A especificidade de cada movimento denota em seus preâmbulos as mazelas de seus interesses e enfatizam que há um mal estar social generalizado. Com gritos de liberdade e contra esse ou outro problema do esqueleto social, os grupos se movimentam de formas díspares. O comum já não nos serve de maneira geral. Qual seria a especialidade que traria uma solução política e social?

Brás Cubas.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Axiomas.

O estômago corrói os azedumes de pensamentos febris na noite calada. O estômago mesmo dos que não fumam é liberdade pura. O estômago vazio. O estômago cheio e a cabeça vazia.

Brás Cubas.