atracado ao pétreo porto duma masmorra
regurgitado pelo desalento e acalento manso
fugi das algas marinhas
pelejei nas entrelinhas
parvo e parco
tântrico e oco
galei o pólen
titubeei nas clausuras
rouco e mais além
pródigo e finito
bojão d'ouro
água fina
quinquilharia e marmita
e sobretudo e sobre todos
ah! Eu ria
atravancado na chave da gaveta
a conclave sobremesa
pela dentina me sucumbia
eram amarelos de nicotina
eram topicamente utópicos
os vazios dos sorrisos
o ângulo perpendicular
a oração no altar
e a mialgia
circunspecto de alforria
peripatético eu ia
folhas amassadas
brancos papéis
crateras divinais
perpassado pelo passado
obturado pelas nuvens
aclamado pelo louvor da existência
derrego a peremptória
exaltação do nada
e fidedigno ao troço
traço tropas
que perfazem escoltas
e meu barraquim
felpudo jardim de arques
d'alma polifórmica de Velázquez
ampolas verossímeis
nanquim de araque
pasmem
a linha contínua
é resoluta e tragicômica
cerceando a lucidez dos manicômios
trancafiando o incólume linguajar das bestas
e ia eu caminhando no prólogo da desfaçatez
era eu
era tudo
vesti meu sobretudo
era a minha vez.
Brás Cubas.
