Donde surge o cotidiano
Surge o dia-a-dia
Donde surge o canto
Há nessa voz também a poesia
Donde te vejo ao longe
Lá bem longe no horizonte
Donde me perco as pressas
Regresso no Expresso do Oriente
Donde surge a dor de dente
Que o sádico não sente
Há quem diga que o Marquês de Sade era demente
Donde surge o arco-íris
Há uma centelha de felicidade, fantasia e por conseguinte a soberana alegria
Donde não sucumbe o riso
Há gargalhadas soltas no ar
Donde por detrais dos Montes Urais
Uiva o lobo na noite pequena
No sereno vadio
No universo libido
E a Vênus perdida
Encontra Orfeu
Donde do limbo os deuses cospem
Aqui na terra vê-se do céu a chuva que escorre
Lágrimas da lembrança salamandra
Dos tempos de outras Primaveras outrora
Donde outras horas
Passam no tic-tac do relógio dos contos do povo
Onde há mais cordel nos bordéis
Mais alegria e nostalgia
De tempo que passatempo
Passando de pressa
Donde a saudade não te espera
Brás Cubas.
Surge o dia-a-dia
Donde surge o canto
Há nessa voz também a poesia
Donde te vejo ao longe
Lá bem longe no horizonte
Donde me perco as pressas
Regresso no Expresso do Oriente
Donde surge a dor de dente
Que o sádico não sente
Há quem diga que o Marquês de Sade era demente
Donde surge o arco-íris
Há uma centelha de felicidade, fantasia e por conseguinte a soberana alegria
Donde não sucumbe o riso
Há gargalhadas soltas no ar
Donde por detrais dos Montes Urais
Uiva o lobo na noite pequena
No sereno vadio
No universo libido
E a Vênus perdida
Encontra Orfeu
Donde do limbo os deuses cospem
Aqui na terra vê-se do céu a chuva que escorre
Lágrimas da lembrança salamandra
Dos tempos de outras Primaveras outrora
Donde outras horas
Passam no tic-tac do relógio dos contos do povo
Onde há mais cordel nos bordéis
Mais alegria e nostalgia
De tempo que passatempo
Passando de pressa
Donde a saudade não te espera
Brás Cubas.