Tu
Tu que fostes corrido no jardim floral
Tu que do meu quintal fez trapaça
Tu que do meu mundo criou espaço
Tu que do futuro encontrou o passado
Tu que de tudo sabia nada
Tu com tua cara de marmelada
Tu que dos meus ais fez tua glória
Tu que zombastes de minhas notas
Tu que do alvorecer cantava no breu
Tu que do copo encheu o cálice
Tu que não te cales
Tu que do trovão cegou a luz
Tu que do pião rodou a míngua
Tu que me falastes das línguas
Tu que doutras terras trouxeste o chão
Tu que outrora viera na busca do aperitivo
Tu que não é mendigo
Tu que não deveras ser meu amigo
Tu que do peito arrancou-me as chamas
Tu que calou-me
Tu que agora fala abobrinhas e cenouras
Tu que de coelho nem é toca nem olha
Tu que se esconde cá no peito meu
Tu que deita seus cabelos no meu âmago
Tu que relampeja pelo céu das bocas
Tu que foras e já esta na minha solidão
Tu que habitas os pensamentos meus
Brás Cubas.
Tu que fostes corrido no jardim floral
Tu que do meu quintal fez trapaça
Tu que do meu mundo criou espaço
Tu que do futuro encontrou o passado
Tu que de tudo sabia nada
Tu com tua cara de marmelada
Tu que dos meus ais fez tua glória
Tu que zombastes de minhas notas
Tu que do alvorecer cantava no breu
Tu que do copo encheu o cálice
Tu que não te cales
Tu que do trovão cegou a luz
Tu que do pião rodou a míngua
Tu que me falastes das línguas
Tu que doutras terras trouxeste o chão
Tu que outrora viera na busca do aperitivo
Tu que não é mendigo
Tu que não deveras ser meu amigo
Tu que do peito arrancou-me as chamas
Tu que calou-me
Tu que agora fala abobrinhas e cenouras
Tu que de coelho nem é toca nem olha
Tu que se esconde cá no peito meu
Tu que deita seus cabelos no meu âmago
Tu que relampeja pelo céu das bocas
Tu que foras e já esta na minha solidão
Tu que habitas os pensamentos meus
Brás Cubas.