Declaro silêncio aos sorrisos amarelos
Vos declaro abertos girassóis
Declaro sincero o peito aberto
O riso frouxo
e o aperto de mão
Declaro que toda a cidade
que dorme tão tarde
não mais cale a tenacidade
e o sonho vivaz
Declaro assaz a partida do amigo
e a chegada do satírico
Declaro a todos os santos
a liberdade atônita
a sílaba tônica
e a flor do Manjericão
Declaro que o fundo do prato raso
Está cheio de Dormideiras
( E de forma estranha
tenho dito )
que falam besteiras de montão.
Brás Cubas.
