Ah! O cu! Foi-me dito pelo barqueiro:
-Neste barco nenhum de vós entrareis
Vejam bem e não me levem a mal
Elevem a mão aos cus
Pois o cu é uma dádiva de todos os Deuses
Hebreus, Plebeus
Ai meu Deus!
Hora! Hora! Hora!
De sarrabulhada me salvem o cu dos Ateus
Deem Adeus ao Amor
Fervilhem meia duzia de clamor
Rezem um terço de rosário
Pois de rosa em broto é o formato
O anatômico cu
e imaginem só como deve ser quentinho
o cu de Satanás
Nem me soltem Barrabás
Voraz sangrando e sugando em resplendor ventosa
tudo e a todos
O cu é uma chama acesa
Com o que dele se faz só se há uma certeza
O cu!
Essa beleza espalmada em minha mão
Toca-lo-ei em dedilhar
Um alfabeto com a língua
O dedilhar da guitarra de Paco de Lucia
Nas teclas de Bach.
Brás Cubas.
-Neste barco nenhum de vós entrareis
Vejam bem e não me levem a mal
Elevem a mão aos cus
Pois o cu é uma dádiva de todos os Deuses
Hebreus, Plebeus
Ai meu Deus!
Hora! Hora! Hora!
De sarrabulhada me salvem o cu dos Ateus
Deem Adeus ao Amor
Fervilhem meia duzia de clamor
Rezem um terço de rosário
Pois de rosa em broto é o formato
O anatômico cu
e imaginem só como deve ser quentinho
o cu de Satanás
Nem me soltem Barrabás
Voraz sangrando e sugando em resplendor ventosa
tudo e a todos
O cu é uma chama acesa
Com o que dele se faz só se há uma certeza
O cu!
Essa beleza espalmada em minha mão
Toca-lo-ei em dedilhar
Um alfabeto com a língua
O dedilhar da guitarra de Paco de Lucia
Nas teclas de Bach.