vou me deixando ir embora
vou lentamente a qualquer hora
sem dia, de moite, quase agora
ainda mesmo não ser a aurora
tudo vezes noves fora
minha boca devora
vou me deixando ir embora
vou me levando a mal
vou me deitando ao sol
no verão, à aurora
vou sair de mim como quem nem demora
vou ser luz na tua vida nua e crua
vou me deixando o viver alegre
vou ser teu vizinho em Porto Alegre