quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Ir embora

vou me deixando ir embora vou lentamente a qualquer hora sem dia, de moite, quase agora ainda mesmo não ser a aurora tudo vezes noves fora minha boca devora vou me deixando ir embora vou me levando a mal vou me deitando ao sol no verão, à aurora vou sair de mim como quem nem demora vou ser luz na tua vida nua e crua vou me deixando o viver alegre vou ser teu vizinho em Porto Alegre