quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Nós

Assim somos nós
Aos olhos alheios
Assim somos nós
Sobre nosso olhar
Assim somos nós
Quando olhamos
Assim somos nós
Quando somos olhados
Assim somos nós
Quando sonhamos
Com a beleza do oceano
Assim somos nós.

Brás Cubas.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Horizonte fecundo

Há no horizonte uma vontade fecunda
Há do homem uma volúpia secular
Há sempre o homem que assuma,
Sua vontade de voar.
Há quem pense impropérios mil
Há quem viva devaneios
E os anseios mil
Há no horizonte
Sempre uma vontade
O azul céu de anil
Há no horizonte a vontade do homem
Há no horizonte o pote de ouro
Há sempre o rubro
E o zumbido do besouro
Há sempre no horizonte
E sempre há de ser
O horizonte fecundo.

Brás Cubas.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Um grito contido é sempre a alma querendo falar.

Brás Cubas.
A melodia dos violinos sempre pede do coro um agudo aflito.

Brás Cubas.
Sobre qualquer e toda construção social: sempre é um arranha céu.

Brás Cubas.
Para toda a gente é necessário um grande esforço, o esforço para realizar os sonhos.

Brás Cubas.
A felicidade surgirá quando na alusão do mar o homem suspirar.

Brás Cubas.
A felicidade mora no seu coração.

Brás Cubas.
É a força e a vontade d'água que cai do céu encontrar o rio que sempre corre para o mar. E no mar está escrita toda a beleza da vida.

Brás Cubas.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Sobre a memória

Ainda sobre a memória: Quanta fissura há dos leitores em saber sobre a memória do pensador.

Brás Cubas.

domingo, 11 de novembro de 2012

Sobre a memória

Ainda sobre a memória: O vermelho sangue da paixão do coração e do amor escorreu do meu dedo hoje.

Brás Cubas.

sábado, 10 de novembro de 2012

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sobre a memória

Sobre a memória visual: Um monstro que assombra quem olha.

Brás Cubas.

Sobre a memória

Ainda sobre a memória: O homem quando se enxergou racional e pensou: - Não sou como um animal. O grande erro:- O homem não aceita a sua animalidade.

Brás Cubas.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Sobre a memória

Sobre a memória dos que manipulam: Ela tenta acordar-se da memória alheia e tomá-la pra si como um vampiro bebe o sangue.

Brás Cubas.

Há dias

Há dias que os poetas somente
querem regurgitar as velhas quinquilharias.
Somente querem
Reviver um pedaço da vida
Passear pelo presente
Vislumbrando um futuro.
Há dias que os poetas somente
Sentem
No dia nublado
O cheiro, na terra, molhado
O vapor da esperança
Nos olhos da soberana.
Há dias em que os poetas somente
vivem de forma intensa
no calcanhar da bonança.
Há dias...

Brás Cubas.

Sobre a memória

Sobre a memória dos compositores: Alguns vislumbram por detrais do horizonte enquanto compõem.

Brás Cubas.

domingo, 4 de novembro de 2012

Sobre a memória

Os delírios de memórias mil de outrora já não querem mais a simples e pura glória dos velhos tempos. A memória habita a fria tecnologia. É a objetiva tomando o objeto pelo objetivo final. A simplificação da memória em HD, num Cd. Na era da modernização acelerada. Não há tempo para clarificar, sentir e refletir e conhecer e saber-se sobre si e entender a própria lembrança do que era a memória. A memória auditiva, a memória visual, são vítimas estrupadas pela poluição. São deturpadas pelas buzinas dos carros.
Falta pensarmos na urbanização social da preservação da memória coletiva.

Brás Cubas.

Sobre a memória

Todo pensamento torna-se parte da memória do homem.

Brás Cubas.

Sobre a memória

A memória é ,de certo, em muitos casos um caminhão entulhado de mágoas.

Brás Cubas.

Sobre a memória

A memória delira, dança, castiga, alivia e purifica.

Brás Cubas.

Sobre a memória

As várias facetas da memória são suas peripécias e alguma lógica embutida pela tentativa de racionalizar o que pertence somente ao sonho e a imaginação.

Brás Cubas.

Sobre a memória

As lágrimas no rosto do ser amado é como uma foto de paisagem bucólica. É uma memória forte e lúcida.

Brás Cubas.

Sobre a memória

A memória começa e termina num instante de glória onde a sua completa a minha e a minha faz parte da sua, e o coletivo se completa numa orgia de pensamentos náuseas.

Brás Cubas.

Sobre a memória

Os discursos trabalham a memória e conversam entre si.

Brás Cubas.

Sobre a memória

Há que saber que a memória pode ser seletiva. Esperando num anseio de que o subconsciente elimine o que não lhe é de agrado.

Brás Cubas.

Sobre a memória

A memória é um barco flutuante onde velejam os náufragos e os afogados d'alma. Embebecidos de um pudor ímpar e desnecessário. A moral da memória trava a História.

Brás Cubas.

Sobre a memória

O subconsciente é uma forma de despertar no sono o consciente do que é iminente. Para interpretar a memória na imaginação é preciso dormir e sonhar acordado outrora.

Brás Cubas.

Sobre a memória

A memória e a consciência querem fazer ciência. A neurologia explica.

Brás Cubas.

Sobre a memória

A memória é o reflexo do rosto do passado refletido nas águas calmas do rio por onde no espirito desperta um calafrio d'alma.

Brás Cubas.

Sobre a memória

A memória musical é ,às vezes, um tormento necessário e o silêncio cala quase tudo.

Brás Cubas.

Sobre a memória

Memória maremoto. Torpedo e Tsunami. Amor, beijinho e carinho. A memória voa como um passarinho que quer sempre cantar.

Brás Cubas.

Sobre a memória

A memória é lancinante. É constante em sua inconstância. A memória é o refugio da nostalgia tardia que outrora embebeda muitos poetas.

Brás Cubas.

Sobre a memória

A memória pode ser um trauma de infância ainda não cauterizado.

Brás Cubas.

Sobre a memória

A memória é uma fotografia que pode ser Polaroid. Esse tipo de memória esvai-se.

Brás Cubas.


Sobre a memória

No que concerne à memória ela se cala diante de um novo sentimento.

Brás Cubas.

Every memory it is a shadow.

Brás Cubas.