Crisálidas,
Crisântemos e belas flores,
Muita gente a miúdo e,
são muitas as dores,
como tudo no mundo das cores
é lúdico.
Assim afanadas as pétalas do que jaz
em mim,
revivem no Jasmim.
É um pouco de tudo,
e o muito de nada.
É forte e híbrido,
o barulho da cascata.
Da correnteza ao Alentejo
há um beijo certeiro.
E tudo que nos resvala é límpido
e escarafunchado.
Abri-lo-ei as toras das árvores
com um machado
para da seiva bruta
colher um bocadinho de Literatura.
Abrir-se-á minha bocarra:
-Duma falange de arcanjos
enigmáticos sairão palavras
e pedras de diamantes,
que fatalmente desamparam
a luz aos olhos do homem.
A parada cristalina.
A benevolência vitalícia.
E o que nos nos dizem do abdômen,
e o lobo que vira homem,
e o Lobisomem que vira lobo,
e a matilha que vira cardume,
e a colmeia que vira alcateia...
E os alcalinos terrosos,
e o cloreto de sódio,
e o mar, por onde deveras, vaga.
Antonio Marcos Abreu de Arruda.
Crisântemos e belas flores,
Muita gente a miúdo e,
são muitas as dores,
como tudo no mundo das cores
é lúdico.
Assim afanadas as pétalas do que jaz
em mim,
revivem no Jasmim.
É um pouco de tudo,
e o muito de nada.
É forte e híbrido,
o barulho da cascata.
Da correnteza ao Alentejo
há um beijo certeiro.
E tudo que nos resvala é límpido
e escarafunchado.
Abri-lo-ei as toras das árvores
com um machado
para da seiva bruta
colher um bocadinho de Literatura.
Abrir-se-á minha bocarra:
-Duma falange de arcanjos
enigmáticos sairão palavras
e pedras de diamantes,
que fatalmente desamparam
a luz aos olhos do homem.
A parada cristalina.
A benevolência vitalícia.
E o que nos nos dizem do abdômen,
e o lobo que vira homem,
e o Lobisomem que vira lobo,
e a matilha que vira cardume,
e a colmeia que vira alcateia...
E os alcalinos terrosos,
e o cloreto de sódio,
e o mar, por onde deveras, vaga.
Antonio Marcos Abreu de Arruda.