Verte em rio tuas barbas profanas
Verte em mim tua alma deslavada
Sua cama é um drama lírico
Eu que de tudo vi no rio
E o nosso empirismo não bastou
Verte em lágrimas as tuas entranhas
Come a carcaça da aranha
E a flecha nata
Que corre e que mata
Subiu com o eco da mata
Eu fui apanhar
Um bocado de pedras
Dessa pátria de merda
E seus colossais
Verte em verde e amarelo
A bandeira estribilho
O nosso brio
E mais nada.
Brás Cubas.