Pelos cantinhos d'alma
Te escondes pelos cantinhos de tua alma de artista
Foges de ti em toda esquina
É meu amigo a mentira é mentira
Mais a pior de todas elas é a que inventas para si
Foges do meu peito que há de ser mar e aconchego teu
Foges do vermelho
Porque meu sangue já ferveu o seu
Foges do encontro
Porque o causo é certo
É batata na sua lata
O amor confunde até vira-lata.
Brás Cubas.
segunda-feira, 17 de março de 2014
O amor e o pudor
O amor e o pudor
O amor disse para o pudor:
-Pára de ser platônico
Por este ideal já tomaram até a Cicuta
O pudor:
-Mas se eu me abro fácil as pernas me acham nos lençóis errados
O amor em asco:
-Pára com farfalhas eu e tu somos um só na hora certa!
-A patologia é uma só o resto é só confete e enfeite
E continua:
-Somos invenção do animal racional
Um homem puto da vida entra na conversa:
-Já casei criei as crias e a mulher é vadia, mas amo
-Com todas as forças do meu pensamento a amo ouviste bem a amo
O amor dá o braço ao pudor e riem:
-Vós sabeis de nada
-No mundo tudo é uma batalha
E no fundo meus amigos eu que vos digo
Amor com ou sem pudor é amor.
Eu vos amo
Amo tudo
E amo nada.
Brás Cubas.
O amor disse para o pudor:
-Pára de ser platônico
Por este ideal já tomaram até a Cicuta
O pudor:
-Mas se eu me abro fácil as pernas me acham nos lençóis errados
O amor em asco:
-Pára com farfalhas eu e tu somos um só na hora certa!
-A patologia é uma só o resto é só confete e enfeite
E continua:
-Somos invenção do animal racional
Um homem puto da vida entra na conversa:
-Já casei criei as crias e a mulher é vadia, mas amo
-Com todas as forças do meu pensamento a amo ouviste bem a amo
O amor dá o braço ao pudor e riem:
-Vós sabeis de nada
-No mundo tudo é uma batalha
E no fundo meus amigos eu que vos digo
Amor com ou sem pudor é amor.
Eu vos amo
Amo tudo
E amo nada.
Brás Cubas.
Azougue
Azougue
Ah! Batidas na porta da frente
Olhem o espelho quebrado
Os pratos da prataria brilhante estraçalhados
Com um só tiro o estardalhaço dessa alma gêmea
Fez de minha canção pequena um oceano a vagar
Ah! Batidas no peito desse indulgente inocente
É fortemente o seu passarinhar
Cantarolando a vitrola me deu seus beijos doces e eternamente inexistentes
Eu que já deveras fico contente com o sonho real
É, o carnaval fez amizade com a carne
A navalha quis ser quintal
Não cortes as palavras que saem como surrupio da boca boçal
Bato na mesma tecla
Assecla
Assecla
Tira uma reta do cupido
E acerta o coração no meu quintal
Caiam raios e trovões para o seu madrigal.
Brás Cubas.
Ah! Batidas na porta da frente
Olhem o espelho quebrado
Os pratos da prataria brilhante estraçalhados
Com um só tiro o estardalhaço dessa alma gêmea
Fez de minha canção pequena um oceano a vagar
Ah! Batidas no peito desse indulgente inocente
É fortemente o seu passarinhar
Cantarolando a vitrola me deu seus beijos doces e eternamente inexistentes
Eu que já deveras fico contente com o sonho real
É, o carnaval fez amizade com a carne
A navalha quis ser quintal
Não cortes as palavras que saem como surrupio da boca boçal
Bato na mesma tecla
Assecla
Assecla
Tira uma reta do cupido
E acerta o coração no meu quintal
Caiam raios e trovões para o seu madrigal.
Brás Cubas.
Recomeço
Recomeço
Pedra, pau e pistola
Ventoinha e ventarola
Amor traído pela náusea
Era o verão e sua chuva torrencial
Era doce o que eu via na tua face a revelia do Alcorão
Pedra, pau pistola
Era a era
Era eu agora no teu peito a liberdade chamava em chamas
Não porque nos puseram a gozar
Mas sim pelo entrevero
Olha mas com que toda a natureza para ti sorri quando tu sorris com esmero
Olhos que quando me olhas esmeraldas outras horas azul-turquesa
Pobre de mim perdido em toda essa beleza de se admirar
Eu queria, quereria, quererei de ti nesses tombos te acompanhar
Pedra, pau e pistola
Hoje é dia da revolta o nó da corda já degola na ânsia das ondas do mar
Dorme agora no meu peito retido
Quero que leves uma a uma as batidas do meu peito contigo
Pisas no meu caminho e me leva para o mar.
Brás Cubas.
Pedra, pau e pistola
Ventoinha e ventarola
Amor traído pela náusea
Era o verão e sua chuva torrencial
Era doce o que eu via na tua face a revelia do Alcorão
Pedra, pau pistola
Era a era
Era eu agora no teu peito a liberdade chamava em chamas
Não porque nos puseram a gozar
Mas sim pelo entrevero
Olha mas com que toda a natureza para ti sorri quando tu sorris com esmero
Olhos que quando me olhas esmeraldas outras horas azul-turquesa
Pobre de mim perdido em toda essa beleza de se admirar
Eu queria, quereria, quererei de ti nesses tombos te acompanhar
Pedra, pau e pistola
Hoje é dia da revolta o nó da corda já degola na ânsia das ondas do mar
Dorme agora no meu peito retido
Quero que leves uma a uma as batidas do meu peito contigo
Pisas no meu caminho e me leva para o mar.
Brás Cubas.
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