Esse rosto vernáculo de celulose
É a soberba heroica dos desleixados
Esse rosto traço a traço
Que deveras ser o garimpo do meu globo ocular
Opulento e sedento de psicopatia
É, essas e outras faces me ardem o cerebelo
Quase que um bacanal Helênico
Uma flâmula faceira e indulgente
Do patriarcado que comicha meus neurônios
Insidiosos esses e outros rostos
Me petrificam de forma tal qual é o sol do Oriente
Vertem em intrépidas cedentes
fontes de aclamação de linchamento
de socos truculentos nas pontas dos bisturis
Eu fiz e me refiz de rir de mim
E de mim não conheço mais nada
Nem o rosto no espelho moderno
Nem o passado espúrio
De mim mesmo não sei nem dos choques elétricos
E do cinismo dos médicos dos doidivanas
Eu proclamo aberto o hospício e a prisão
Encarcerem a solidão exumada
Toquem um hino de categoria nacionalista apátrida
Como o aborto da margarida do bordel da Lapa
Foges e te escondes dessa tropeira
Esse bando de antas e toupeiras
Só querem teu rosto aniquilar.
Esse agora já demora o tempo de uma ida ao Olimpo
Cruza retilineamente a retina de quem olha
Ai de mim!
Meu ais!
Meus Pais!
Meu País!
E o meu Carnaval.
Que rosto é esse?
Eu te deflagrei nas mastigações do meu ciso
Minha mandíbula regurgitava em vômitos
Meu sarcasmo indômito
Envolveu-te no véu das larvas purulentas
Que rosto sorte de tormenta!
Não me olhes, não quero de mim saber de tuas traças
Faz como o caramujo que habita a própria carcaça
E vai olhar esse teu rosto nojento noutra freguesia.
Esse de sorte parece que dorme
Esse rosto que não me acolhe em sua morada
O crânio pendido do cachaço
Lóbulo frontal me confrontando
Parece até que anda armado ainda que sob a tutela dos olhos fechados sonhe.
Brás Cubas.
Guy Dennin.