quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Radianos



Cúbicos metros e cilindros de base d'alva d'Água
Ressalvo o cubismo Picasso do meu amigo
Das horas que não passam na numerologia mártir
Dos pedaços de tempos de palavrinhas
Faladinhas ao pé dos ouvidinhos
Das namoradinhas e dos namoradinhos

Córtex e vértices vertendo do peito dos primatinhas
Nas Prainhas o pescador já não consegue calcular como as ondas das marolinhas
Traços e retas que se entrecruzam nas esquinas de ruas obtusas
De frequências de ondas de microondas e dos raiozinhos que dão choque na antena dos velhos rádios de pilhas

Eu que embora não seja filho de sua filha pátria
Também por ser primazia na ilha dos primatas piratas
Que descobriram as primeiras sílabas rítmicas das falhas
Vou-me no barco da grande proa do navio argonauta fazer

Fui-me no ritmo da caixa de pandora
Buscar a Atlântida de minh'alma

E por ai caminhando me deixei minh'alma ir cantarolando
Esses traços de versos de canções de vitrolas
De discos de cantores que cantam Já em outras Galáxias 

Eu me carreguei de transferências aos montes para subir o monte de Marisa Monte
E suas cores mágicas.

Brás Cubas.

Sara Abib