sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O sopro do vento

A água corre no vento que sopra
O ventre dela se exaspera
Ele que espera parir

A mata se dobra com a ventania
A lua flutua na noite sombria

A água corre no córrego ligeiro
O beijo primeiro é ligeiro
E o corte no pé sangra

Eu que corro pras tuas ancas
Volto no vento do sopro do mar
Ela quer amar

Ele deveras sorrir
Nós queremos é dormir

No vento o sonho faz barulho
Ela tem medo do escuro
Eu remo o barco a vela
Ele que soubera não devia navegar

Brás Cubas.

Ainda no caminho da linha do trem do Rio de Janeiro