Eu? quem fostes tu?
Eu, tu que me persegue pelas noites insólitas
Pelas marcas das próprias marcas da claridade
Tu que era minha companheira fiel
Tu solidão
Até tu puta bastarda há de me abandonar na solidão dos teus sonhos?
Tu solidão minha pedra calcada
Tu solidão desalmada
Tu solidão do meu dormir
Tu solidão a me sorrir entre as faces
Tu que virastes miragem
Tu que era realidade
Tu que me viraste na poeira da ilusão
Tu solidão que não me levou contigo
Me deixando na beira do rio de uma infância
O berço da minha arrogância
Tive de beberdes todos os cálices
Tu solidão que te fizestes amiga
Agora me vira tuas costas bandida
Dá de ombro e me vê em migalhas
Tu solidão tão pequenina
Crescestes me abrindo a ferida
E alguma coisa lida
Ali jogada no canto do meu quarto
Tu algema das minhas glórias
Comigo não caminhas agora que sou sombra e solidão.
Brás Cubas.
Eu, tu que me persegue pelas noites insólitas
Pelas marcas das próprias marcas da claridade
Tu que era minha companheira fiel
Tu solidão
Até tu puta bastarda há de me abandonar na solidão dos teus sonhos?
Tu solidão minha pedra calcada
Tu solidão desalmada
Tu solidão do meu dormir
Tu solidão a me sorrir entre as faces
Tu que virastes miragem
Tu que era realidade
Tu que me viraste na poeira da ilusão
Tu solidão que não me levou contigo
Me deixando na beira do rio de uma infância
O berço da minha arrogância
Tive de beberdes todos os cálices
Tu solidão que te fizestes amiga
Agora me vira tuas costas bandida
Dá de ombro e me vê em migalhas
Tu solidão tão pequenina
Crescestes me abrindo a ferida
E alguma coisa lida
Ali jogada no canto do meu quarto
Tu algema das minhas glórias
Comigo não caminhas agora que sou sombra e solidão.
Brás Cubas.