A ingenuidade e a Parcimônia
Elas trocaram um só olhar
A Parcimônia fria disse para a ingenuidade
-Vai sentir falta de mim
-Pois sabes bem besta vil e indomável que sois poeira sem mim
-Sai de mim disse a ingenuidade
-Teus gritos de maledicência já querem me tirar a inocência do que por vir está
Elas se entreolharam mais uma vez:
-Sois vós que proclamas as guerras dos nossos desentendimentos
-Não! Não! Não! Eu habito calada nos teus pensamentos e não te escrevo
-Sim! Sim! Sim! Não me venhas com tuas artimanhas e tramas de esconderijos- neles já te encontrei no sonho e acordamos outro sonho-
que deveras tu já sonharas aqui.
Vejam bem eu como poeta vos trago o asco e o trago do cigarro
As duas que se enganam almas gêmeas pelejam e sorriem
Gargalhadas!
-Isto já é uma trota, esse poema já não vira nota no meu tamborim
-Eu fujo e escapo de tua indolência com a minha inocência pobre de mim
-Sou Jasmim e não me abro fácil para o seu carmim
-Vede estais a zombar de mim
-Só sou parcimônia porquê tu me fizestes assim
-Eu que habito nos teus sonhos e você ri de mim.
-Vede não estou com vergonha só sou ingenuidade porquê tu me quiseras assim
-Vamos acabar com essa conversa que de tudo a lugar nenhum leva e só se rebela em arengas!
-Te jogas logo em cima de mim!
-Eu? Eu não! Fostes tu que abriste a janela e agora nem a lua nem o sol ide partir
-Vem vamos em boa hora o trem dessa nossa estória já há de partir
-Vinde sem medo não sei o que de te desejo tampouco sabes de mim.
Brás Cubas.
Elas trocaram um só olhar
A Parcimônia fria disse para a ingenuidade
-Vai sentir falta de mim
-Pois sabes bem besta vil e indomável que sois poeira sem mim
-Sai de mim disse a ingenuidade
-Teus gritos de maledicência já querem me tirar a inocência do que por vir está
Elas se entreolharam mais uma vez:
-Sois vós que proclamas as guerras dos nossos desentendimentos
-Não! Não! Não! Eu habito calada nos teus pensamentos e não te escrevo
-Sim! Sim! Sim! Não me venhas com tuas artimanhas e tramas de esconderijos- neles já te encontrei no sonho e acordamos outro sonho-
que deveras tu já sonharas aqui.
Vejam bem eu como poeta vos trago o asco e o trago do cigarro
As duas que se enganam almas gêmeas pelejam e sorriem
Gargalhadas!
-Isto já é uma trota, esse poema já não vira nota no meu tamborim
-Eu fujo e escapo de tua indolência com a minha inocência pobre de mim
-Sou Jasmim e não me abro fácil para o seu carmim
-Vede estais a zombar de mim
-Só sou parcimônia porquê tu me fizestes assim
-Eu que habito nos teus sonhos e você ri de mim.
-Vede não estou com vergonha só sou ingenuidade porquê tu me quiseras assim
-Vamos acabar com essa conversa que de tudo a lugar nenhum leva e só se rebela em arengas!
-Te jogas logo em cima de mim!
-Eu? Eu não! Fostes tu que abriste a janela e agora nem a lua nem o sol ide partir
-Vem vamos em boa hora o trem dessa nossa estória já há de partir
-Vinde sem medo não sei o que de te desejo tampouco sabes de mim.
Brás Cubas.