domingo, 29 de junho de 2014

Y la noche va

Y la noche va

Las mariposas duermen con el cantor
Con su boca roja abierta al cielo
Con su sonido enamorado
Con su beso me callo
Con su alma, cosas que tu hablas
Su voz que alumbra
Con su piel blanca
Y con todos los colores
Y los dolores
Con sus sonidos y el silencio
Con estas palabras estuve yo la fuera en la lluvia perdido
Buscando a ti
Mis espaldas con su corazón, las palabras mías con las palabras tuyas
La luna llena llora su canción de amor
Con la boca llena de pájaros y canción

Brás Cubas.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Solidão permissiva

Solidão permissiva

Já te sinto como o vento soprando os anos na face
Já assumo eu mesmo o meu romantismo desmedido
Talvez fostes tu ó vida que trouxera meu ego ferido
Passando horas a fio desfio enlaces
Outrora será a solidão permissiva
Será astuta amiga das horas do relógio do tempo
Eu que por horas me imagino em par
Me encontro só
Comigo e contigo
Salvaguardando a lembrança
É bom estar só com a música preferida
É bom estar só com as memórias preteridas
Toda obrigação é um porre, a não ser a minha labuta de me fazer sorrir
É hora de assumir que a felicidade é uma ponte
É hora de ferver a água do banho
É tempo de partilhar consigo mesmo o destino
É a rédia na mão da vida arredia
É o palhaço no circo
É o mundo que gira
Sou eu sozinho e um monte de gente que vinha
Passava eu por mais essa poesia
Como um arrebate de revéis que trouxe a alegria minha
Sou eu que trunco o emblema da vida
É o poeta e sua alforria divina
De versos ácidos
Aplausos diacrônicos e sarcásticos
É a solidão de dois em um
Eu que passo pela vida
Já te indaguei menina vida
Quem passa comigo
No tempo de um trago
No cálice um gole do vinho
Eu que da garganta fiz o céu da tua boca aberto
Fiz muito quando nesse instante de gozo te vi em mim renascer sorrindo
Corre a água para o rio
Corre a vida no verso vadio
Talvez eu esteja só
Talvez eu encontre um barco cheio de livros.

Brás Cubas.

Josef Hoflehner


domingo, 22 de junho de 2014

Poema sem nome

Poema sem nome.

Vejam como crescem verdes no vermífugo as folhas 
Elas crescem nos cantos a esquerda da sua morada
Os ventos uivam anunciando o passarinhado da manada
Vide nem os cavalos trotam
Nem os voantes gorjeiam 
Nem os terrestres ladram 
Nem o pinto pia
A pia batismal anuncia

É necessário que a natureza morta na arte reviva na vidaVedes somos obtusos conjuntos desse universo e seu espaçoIde que de passo a passo eu passo no Paço ImperialIde que te encontrarei no beijo dos casaisVinde que te adoço os lábios com sussurros nos ouvidos teusVejamos nós essa beleza da realidadeVejamos nós a certeza da realezaSomos nós nesse mundo fugazCada qual ao seu bel-prazer possui seu gozo e seu capatazVejam que a fome de palavras dos poetas é vorazE essa última reta tira uma métrica da boca do povo assaz.

Brás Cubas.

Poema sem nome

A arguta sobriedade do sol que bate na janela
Abre os olhos da vida
Num sorriso chafariz
A trêmula e esguia folha da árvore do Jacarandá
A flor no jardim entre silvestres o Jasmim
A paisagem mais que uma viagem habita em mim.

Brás Cubas.

sábado, 14 de junho de 2014

Dein Herz

Dein Herz

Die Stunden verpassen.
Mein Herz ist deine Zeit.
Ihr sagt zu Welt.
Ich werde vermisse dich.
Nachdem Heute Abend.
Ich hatte dir gesagt.
Alle Leute werden zum Meer gehen.
Und sehen werde ich die Sonne Herzlich.

Brás Cubas.

Cor pastel

Cor pastel

Minha matiz intermitente
Minha voz eloquente
Meu grito esperança
Meu coração que clama

Meu ouvido que se proclama
Eterno amigo seu
Meu passado é escudo
Dos guerreiros das astronaves
Meu presente é robusto
E meu futuro uma trapaça
Emaranhei no teu sangue minha vida
Carne e sangue da alma minha.


Brás Cubas.




A cortina da vida

A cortina da vida

Ora! Ora! Ora!
A cortina da vida
O pano 
O véu que encobre as horas

O corpo que peleja
A moçoila na porta da igreja
A luz centelha na fresta espessa clareza
A caverna do homem
É a cabeça
É a teia
É a veia
A tua na minha
É a minha que corre para as tuas.

Brás Cubas.




sexta-feira, 13 de junho de 2014

Panaceia hermenêutica

Panaceia hermenêutica

Eu que deveras soprar os ventos vis
Nas horas lentas dos arpões mil
Eu que meandro os cantos dos olhos
Eu que me acanho com o canto d'alma
Eu que buscava o afago dos olhos teus
No mangue seco ou no breu da tua língua mãe
Eu que por horas cerquei o pensamento meu
Eu que viajei parado no tempo
Eu que do farfalhar entoei teus encantos
Nos cantos do teu quarto
No canto do argo
Ah! Bateu na porta da saudade nossa o peito estufado do homem e sua síncope
Bateu na onda do mar brejeiro o beijo e a luta de cada peito por um direito
Direito maior de ser feliz
Eu que vejo as divisas das fronteiras de assuntos corriqueiros
Eu que vejo no teu leito o meu país
Eu que deveras se pudera cantar varonil
Eu que vejo o hino em cada rosto do barril
Eu que vejo bobagens e a mocidade sem pavio
Eu que perdi minha língua na tua quando olhei o céu anil
Eu que luto com os dentes cerrados por um novo vocábulo
Eu que não tenho país
Já moro no teu peito
E durmo no aconchego
Quando acordo estrangeiro nesse meu país.

Brás Cubas.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Pouso

Pouso

Pouso em tuas asas liberdade
Pouso no teu abraço e palavras amigas
Pouso no amor que não passou
Pouso no tempo que passa
O futuro passatempo
O futuro passa no passado, no presente e roda e gira o futuro
Pouso no amor em si
Pouso no que finda e no que não finda
Pouso na eternidade de uma palavra
Pouso no gesto da amizade
Pouso no amor
Voando para os braços e abraços da liberdade.

Brás Cubas.