Prelúdio do amor.
De que encontros d'alma vem arrefecer o mar? De encontros que se tornam o que devem ser ou o que não podem ser. Que malícia há nos olhos de quem ama onde no primeiro lance a carne grita em chamas e já nenhuma inocência aí habita e a sentença é chacal?!Assim é o amor. Há quem lhe bendiga. Há quem dele mal fale. Há quem o conheça e ignore. Mas há no espaço do ar murmurante a todo o instante o desejo de aportar, de num tempo indeterminado pousar. O grande ombro amigo. Onde as náuseas de todo pensamento atraca. Onde a beleza do pertencimento por escolha e não por imposição denota que um ser humano pode ser mil em um e esse um é imortal em qualquer um. Dividir os corpos na cama é para os que bebem no seio do gozo ao extremo. E há aí também algum prazer. O amor pode ser um gozo mais doloroso. Porque tem que existir fora da cama e nela ser também animal, ainda que o homem não acredite no que ele próprio inventou. A rotina e o cotidiano quando no ar não se respira, assim se credita, mas ainda há oxigênio. Amar é devagar sobre as lamurias e ter no outro não o espelho porque não se deve amar o revés, mas admirar o cais. Deitar-se de forma qual congênita o homem foi gerido. Pra alguns o amor deve ser mais uma vez parido quando se volta no intento do útero. Mas para outros deve ser como gêmeos quando há tempestades. É beber no leito de um rio que sempre transmuta mas sempre está lá. E para outros há uma festa todo o tempo onde o amor é polivalente, para esses qualquer gente é gente, assim eles dizem que um corpo é um corpo e nada mais. Não sou contra quem banaliza o sexo, mas sou a favor do quero mais.
Brás Cubas.
De que encontros d'alma vem arrefecer o mar? De encontros que se tornam o que devem ser ou o que não podem ser. Que malícia há nos olhos de quem ama onde no primeiro lance a carne grita em chamas e já nenhuma inocência aí habita e a sentença é chacal?!Assim é o amor. Há quem lhe bendiga. Há quem dele mal fale. Há quem o conheça e ignore. Mas há no espaço do ar murmurante a todo o instante o desejo de aportar, de num tempo indeterminado pousar. O grande ombro amigo. Onde as náuseas de todo pensamento atraca. Onde a beleza do pertencimento por escolha e não por imposição denota que um ser humano pode ser mil em um e esse um é imortal em qualquer um. Dividir os corpos na cama é para os que bebem no seio do gozo ao extremo. E há aí também algum prazer. O amor pode ser um gozo mais doloroso. Porque tem que existir fora da cama e nela ser também animal, ainda que o homem não acredite no que ele próprio inventou. A rotina e o cotidiano quando no ar não se respira, assim se credita, mas ainda há oxigênio. Amar é devagar sobre as lamurias e ter no outro não o espelho porque não se deve amar o revés, mas admirar o cais. Deitar-se de forma qual congênita o homem foi gerido. Pra alguns o amor deve ser mais uma vez parido quando se volta no intento do útero. Mas para outros deve ser como gêmeos quando há tempestades. É beber no leito de um rio que sempre transmuta mas sempre está lá. E para outros há uma festa todo o tempo onde o amor é polivalente, para esses qualquer gente é gente, assim eles dizem que um corpo é um corpo e nada mais. Não sou contra quem banaliza o sexo, mas sou a favor do quero mais.
Brás Cubas.