É que o homem vive de suas necessidades imediatas.
Brás Cubas.
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Sobre as sobras da ninharia do processo eleitoral brasileiro e suas benevolências.
Sobre as sobras da ninharia do processo eleitoral brasileiro e suas benevolências.
As paixões pululando entretanto e conquanto nas alcovas eles apenas fazem de tudo um grande conluio, um circo de alienação desmedida e frenética, um espetáculo midiático onde pão e circo são oferecidos ao povo e à imprensa, essa que por sua vez no tabuleiro ¨navega de acordo com a maré."
Enquanto dormem tranquilos os donos dos conglomerados e agentes do capital, os bilionários, em suma quem banca de certa forma o espetáculo. Não há ética nem entre essas partes; incluindo os quais financiam suas campanhas.
O que mais assusta é ver gente do povo aparecendo na televisão ou videos para apoiar esse ou aquele candidato. Se duvidar há gente do povo que deve aparecer nas campanhas há várias décadas, na mesma favela, no mesmo gueto. É espantoso ver a poluição visual na linha amarela com a estampa das caras da salvação brasileira. Triste mesmo é ver paixão e delito e pouca razão.
Acho realmente escabroso como num tremendo suplício um país estar aos olhos de um deslumbrante crescimento no cenário mundial, ( talvez já nem tanto assim, os patrões do FMI já nos dão um sinal amarelo ), quando ainda pauta em seus pormenores questões inócuas como saneamento básico, habitação, erradicação da pobreza, reforma agrária, reforma política, saúde e educação de base e o analfabetismo.
Difícil é inquirir um povo à exigência- aos seus diretos- e à cidadania que desconhece.
"É como se o povo fosse gado. É como se o coronelismo e o voto de cabresto e o paternalismo e as portas da Casa Grande e da Senzala nunca tivessem sido fechadas. Quase que num fetichismo agudo de flagelação."
Entre jagunços e cangaceiros vai-se alinhavando o Brasil, e aqui vai minha livre expressão alforriando qualquer perjúrio sobre tais. O poder é o retrato da minha, da nossa estratosférica carência? Difícil é assumir ter votado por obrigatoriedade, e assim de acordo com alguma vicissitude que a mim convinha em parte de algum ideário, difícil aceitar não o voto pragmático, mas o pragmatismo de ter que ir votar.
Puritanismo é achar que um ideal pode ser mais forte de que as práticas humanas. Quase que uma doce inocência que deve se chamar cinicamente, no canto da boca dos desdentados, de esperança.
Estranhamento é ver gente que apoiou, uma suposta revolta popular clamatória de revindicações de demandas sociais nitidamente não atendidas a gosto... e até foi para as ruas, e os que subiram nas belas concavidades construídas pelo grande Oscar Niemeyer. "Agora esse mesmo povo parece senão conformado, remediado pela melhor opção, a que supostamente lhe convém, ou a menos pior"
Não vejo a maioria da população que levanta bandeiras, tendo seus anseios atendidos. Não vejo o lobby dos bairros periféricos de norte a sul do Brasil. Não vi a bancada do povo no congresso ou das putas insanas. Mesmo os aristocratas teriam pudor maior. Os loucos deviam ter mais voz...
Primeiro turno fui ao voto, mas chegando lá meu voto já constava como computado... Mas eu, eu não havia votado, não fazia questão. Mas o meu voto foi computado. Eu que estava certo em anular meu voto. Simplesmente me anularam. Espero que meu voto tenha sido computado como nulo.
Bem que podiam mandar o comprovante de votação por correio.
Brás Cubas.
As paixões pululando entretanto e conquanto nas alcovas eles apenas fazem de tudo um grande conluio, um circo de alienação desmedida e frenética, um espetáculo midiático onde pão e circo são oferecidos ao povo e à imprensa, essa que por sua vez no tabuleiro ¨navega de acordo com a maré."
Enquanto dormem tranquilos os donos dos conglomerados e agentes do capital, os bilionários, em suma quem banca de certa forma o espetáculo. Não há ética nem entre essas partes; incluindo os quais financiam suas campanhas.
O que mais assusta é ver gente do povo aparecendo na televisão ou videos para apoiar esse ou aquele candidato. Se duvidar há gente do povo que deve aparecer nas campanhas há várias décadas, na mesma favela, no mesmo gueto. É espantoso ver a poluição visual na linha amarela com a estampa das caras da salvação brasileira. Triste mesmo é ver paixão e delito e pouca razão.
Acho realmente escabroso como num tremendo suplício um país estar aos olhos de um deslumbrante crescimento no cenário mundial, ( talvez já nem tanto assim, os patrões do FMI já nos dão um sinal amarelo ), quando ainda pauta em seus pormenores questões inócuas como saneamento básico, habitação, erradicação da pobreza, reforma agrária, reforma política, saúde e educação de base e o analfabetismo.
Difícil é inquirir um povo à exigência- aos seus diretos- e à cidadania que desconhece.
"É como se o povo fosse gado. É como se o coronelismo e o voto de cabresto e o paternalismo e as portas da Casa Grande e da Senzala nunca tivessem sido fechadas. Quase que num fetichismo agudo de flagelação."
Entre jagunços e cangaceiros vai-se alinhavando o Brasil, e aqui vai minha livre expressão alforriando qualquer perjúrio sobre tais. O poder é o retrato da minha, da nossa estratosférica carência? Difícil é assumir ter votado por obrigatoriedade, e assim de acordo com alguma vicissitude que a mim convinha em parte de algum ideário, difícil aceitar não o voto pragmático, mas o pragmatismo de ter que ir votar.
Puritanismo é achar que um ideal pode ser mais forte de que as práticas humanas. Quase que uma doce inocência que deve se chamar cinicamente, no canto da boca dos desdentados, de esperança.
Estranhamento é ver gente que apoiou, uma suposta revolta popular clamatória de revindicações de demandas sociais nitidamente não atendidas a gosto... e até foi para as ruas, e os que subiram nas belas concavidades construídas pelo grande Oscar Niemeyer. "Agora esse mesmo povo parece senão conformado, remediado pela melhor opção, a que supostamente lhe convém, ou a menos pior"
Não vejo a maioria da população que levanta bandeiras, tendo seus anseios atendidos. Não vejo o lobby dos bairros periféricos de norte a sul do Brasil. Não vi a bancada do povo no congresso ou das putas insanas. Mesmo os aristocratas teriam pudor maior. Os loucos deviam ter mais voz...
Primeiro turno fui ao voto, mas chegando lá meu voto já constava como computado... Mas eu, eu não havia votado, não fazia questão. Mas o meu voto foi computado. Eu que estava certo em anular meu voto. Simplesmente me anularam. Espero que meu voto tenha sido computado como nulo.
Bem que podiam mandar o comprovante de votação por correio.
Brás Cubas.
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