A espada
Na lâmina da espada ficaram almas perdidas
Das cabeças dos homens perdidos
No fio da navalha queima a carne em sangue
No beco sem saída uma sova de amor
No alto da garganta te aperto os extremos
Sem ar não há dor, só prazer
Poemas proibidos
Sinfonias incompletas
Pedaços de gente
O artefato já foi lançado
O amor dança com o laço
O poeta que não arreda pé
Não doma a si próprio
Pobre do poeta que só cai em esparrela
Pobre do poeta que já não aguenta soar piegas
Pobre do poeta que quer tirar a simplicidade do complexo
Extrair todo o excesso
E amar.
Brás Cubas.
domingo, 2 de março de 2014
Mesmo sem inspiração
Mesmo sem inspiração
Tornei-me na opereta o animal
Tornei me a devoração do coração
Com sangue e fogo refiz a canção
Com rima mambembe
Sorriso sem dente
Tornei-me o teu grito
Tornei-me a liberdade do espírito
Onde já não habita mais do que o caos
Tornei-me o banal
Tornei-me não o beijo
Pois há tanto cuspe nessa estrada
Tornei-me tudo
Tornei-me nada.
Brás Cubas.
Tornei-me na opereta o animal
Tornei me a devoração do coração
Com sangue e fogo refiz a canção
Com rima mambembe
Sorriso sem dente
Tornei-me o teu grito
Tornei-me a liberdade do espírito
Onde já não habita mais do que o caos
Tornei-me o banal
Tornei-me não o beijo
Pois há tanto cuspe nessa estrada
Tornei-me tudo
Tornei-me nada.
Brás Cubas.
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