quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Poemas sem nome

E sobre o reino de farfalhas e pueris encantos
veio-me à cabeça que não demora ser a casa de todo mundo
uma ideia sobre o cobertor do inverno gélido quase pálido de dor
Sim! Dizia ao crédulo que cego é o mundo
Sim! Revirava-se a paródia em anedotas que já não prosperavam nas bocas alheias
Sim! nesse reino o povo falava e tagarelava as manguelas
Era um furor d'alma duvidoso
Sim era furioso o entorno das ondas do mar que talhavam na areia
e era curioso o som do lugar.
Não se via lugar-comum saído das bocas falantes
Mas um ar nauseabundo de falésias além mar
E sobre o reino borbulhavam suscetivelmente a onda e um olhar.

Brás Cubas.

Poemas sem nome

Como entender os poemas pétalas de flores
Assim acerta quem tenta em vã obra entender amores
Como pássaros e as lindas gaivotas
Nada mais se sabe ou se soube desses florais

Como entender palavras que escorrem
assim como mel da boca de anjos
como entender o espírito de ambos

Como enaltecer essas duas vértices em locais serenos
como um verbo se dispõe a beleza do que vai entre os dentes
como eu caçador de movimentos e alçapões

Uma luz clara de um sol de outono me fez tudo entender
partiram as palavras marchando para outro continente
Era tarde e as folhas caídas voavam sob meus pés
era apenas uma tarde e era a tarde lilás.

Brás Cubas.