domingo, 14 de dezembro de 2014

A tocha da Libertação



D'ouro é uma coroa dourada da inquisição sobre o pendão da Esperança
Deitada em berço esplêndido sobre a palma da Mão dourada
Mão carregadora de mamões voadores que gravitam sobre o assoalho no pé da raiz d'árvore
D'ouro e ouro e ouro e ouro
Ouro que não sequer servir
Mas que se esconde até nas Cavernas dos Papagaios
Ouro do Mundo
Ouro Que Todo Mundo Quer
Ouro Ouro Ouro
Ouro fogo Que arde
Ouro Liberdade

Brás Cubas.

Brás Cubas.



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Borrão artístico



 Jogadas aos Leões da visão do público Ácido.
uma tela com tintas coloridas
 com tintas cáusticas.
com tintas de núcleos sem sentido
 somente arte
é isso
.... é Arte ...
é o que fumegando o coração
 faz o vibrato sair do diafragma
é essa tinta canção.

Brás Cubas.

Monet.




Caminhada ao largo



o casal passarinhou nos passos dados
de dedos dados
os anéis anelados
os pincéis pincelados
o casal era uma tuba
o casal uiva na noite turva
o casal amado
o casal o casal o casal
o casal do proletariado.

Brás Cubas.

Guy Dennin.


Essas e outras faces em a face escondida



Entre olhares de olhos que tudo olham como o olho dum julgamento divino
esquecemos o divino escoando pelo ralo
olhando a vida que não é nossa
nem uma dita nossa vida é nossa
sopro que alguém soprou num vento de qualquer floresta numa natureza exuberante
onde o concreto armado do domínio do homem sobre o homem só nos fez menos humanos
totalmente demais humanos e descontrolados em carroças e chicotes e açoites
como num pêndulo nenhum gargalo fazendo o próprio farrapo
ilustres a nobreza do homem e a sua auto-consumição ficaram largadas no século antes do Big Bang.

Brás Cubas.

Samuelloz via Flickr