O corpo que deito não é o mesmo com o qual me levanto, Ah! mas as dores minhas, elas mesmas, sempre minhas amigas, as carrego sempre comigo até nos sonhos por onde ando.
Brás Cubas.
domingo, 31 de agosto de 2014
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
domingo, 24 de agosto de 2014
Axiomas
Se a morte nos beija toda a noite com seus sonhos em segredo, por que o sonho último desejo de quem goza nem sempre acorda batendo à janela de quem lhe proclama?
Brás Cubas.
Brás Cubas.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Poemas sem nome
E sobre o reino de farfalhas e pueris encantos
veio-me à cabeça que não demora ser a casa de todo mundo
uma ideia sobre o cobertor do inverno gélido quase pálido de dor
Sim! Dizia ao crédulo que cego é o mundo
Sim! Revirava-se a paródia em anedotas que já não prosperavam nas bocas alheias
Sim! nesse reino o povo falava e tagarelava as manguelas
Era um furor d'alma duvidoso
Sim era furioso o entorno das ondas do mar que talhavam na areia
e era curioso o som do lugar.
Não se via lugar-comum saído das bocas falantes
Mas um ar nauseabundo de falésias além mar
E sobre o reino borbulhavam suscetivelmente a onda e um olhar.
Brás Cubas.
veio-me à cabeça que não demora ser a casa de todo mundo
uma ideia sobre o cobertor do inverno gélido quase pálido de dor
Sim! Dizia ao crédulo que cego é o mundo
Sim! Revirava-se a paródia em anedotas que já não prosperavam nas bocas alheias
Sim! nesse reino o povo falava e tagarelava as manguelas
Era um furor d'alma duvidoso
Sim era furioso o entorno das ondas do mar que talhavam na areia
e era curioso o som do lugar.
Não se via lugar-comum saído das bocas falantes
Mas um ar nauseabundo de falésias além mar
E sobre o reino borbulhavam suscetivelmente a onda e um olhar.
Brás Cubas.
Poemas sem nome
Como entender os poemas pétalas de flores
Assim acerta quem tenta em vã obra entender amores
Como pássaros e as lindas gaivotas
Nada mais se sabe ou se soube desses florais
Como entender palavras que escorrem
assim como mel da boca de anjos
como entender o espírito de ambos
Como enaltecer essas duas vértices em locais serenos
como um verbo se dispõe a beleza do que vai entre os dentes
como eu caçador de movimentos e alçapões
Uma luz clara de um sol de outono me fez tudo entender
partiram as palavras marchando para outro continente
Era tarde e as folhas caídas voavam sob meus pés
era apenas uma tarde e era a tarde lilás.
Brás Cubas.
Assim acerta quem tenta em vã obra entender amores
Como pássaros e as lindas gaivotas
Nada mais se sabe ou se soube desses florais
Como entender palavras que escorrem
assim como mel da boca de anjos
como entender o espírito de ambos
Como enaltecer essas duas vértices em locais serenos
como um verbo se dispõe a beleza do que vai entre os dentes
como eu caçador de movimentos e alçapões
Uma luz clara de um sol de outono me fez tudo entender
partiram as palavras marchando para outro continente
Era tarde e as folhas caídas voavam sob meus pés
era apenas uma tarde e era a tarde lilás.
Brás Cubas.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Cantilena no arvoredo
Cantilena no arvoredo
borboletas no estômago
tuas pétalas cheias de estômatos
Brisa no armário
Chaves e portas por todos os lados
Segue a Ilha rumo ao seu traço
Perdigueiros e falastrões
o baralho dos canastrões
(O caminho do falsário)
perdulário
árido
ávido
Sem alento nem desalento me calo
Mas eu ia
que ia
quando me vi entremeado
Pelas palavras que subiam as paredes
pelos objetos largados
Que pareciam vivas sombras
E eu ali naquela poça d'água alagado
Eu era a Ilha e eu ia pelo monte de areia
e eu ia por ali já sem saber por onde ir
só me bastou chegar aqui.
Brás Cubas.
borboletas no estômago
tuas pétalas cheias de estômatos
Brisa no armário
Chaves e portas por todos os lados
Segue a Ilha rumo ao seu traço
Perdigueiros e falastrões
o baralho dos canastrões
(O caminho do falsário)
perdulário
árido
ávido
Sem alento nem desalento me calo
Mas eu ia
que ia
quando me vi entremeado
Pelas palavras que subiam as paredes
pelos objetos largados
Que pareciam vivas sombras
E eu ali naquela poça d'água alagado
Eu era a Ilha e eu ia pelo monte de areia
e eu ia por ali já sem saber por onde ir
só me bastou chegar aqui.
Brás Cubas.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Axiomas
Eu estava na dúvida da miragem, parecia um céu que se abre e um furacão que passa e eu quero mais que o fio da navalha encerre o grito do carcamano e que a lua banhada de sangue proclame a alvorada.
Quiproquó
Quiproquó.
Que nem quiproquó
Ouviu-se um trololó
Saiu do fundo do gogó
O furdunço era melhor
Eu era maior
E o pico da montanha ia só
Ao céu ao léu
Alguém pincelou com pincel
Um ar fresco no mar sereno
Eu que era pequeno
Outra vez me fiz maior
Foi tudo isso e nada daquilo
que nem quiproquó.
Brás Cubas.
Que nem quiproquó
Ouviu-se um trololó
Saiu do fundo do gogó
O furdunço era melhor
Eu era maior
E o pico da montanha ia só
Ao céu ao léu
Alguém pincelou com pincel
Um ar fresco no mar sereno
Eu que era pequeno
Outra vez me fiz maior
Foi tudo isso e nada daquilo
que nem quiproquó.
Brás Cubas.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Axiomas
E de repente, o espelho, é o tempo que vai soprando irremediavelmente traços no seu rosto, é a maneira que ele passa mostrando que você também está por aí passando.
Brás Cubas.
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