Caro alter ego emérito Sois o Fogo possuído em tua própria masmorra Sois a minha rouquidão e te imploro paciência inglório foi teu fim pela mão de um Machado. Assis lhe deu um velório peremptório e eu lirico fico aqui pós mortem e te abro a brisa lho cedo a vida e minha coroa que será vossa onde tu reinaras e sobre teu reino morarão as Araras e cantarão teus versos até os invejosos de ti - a palavra caída do bico dos Rouxinóis eles cantarão teus remendos os tecendo com mis-an-plis. Heterônimo por um dejavi Claridade metafisica carne suja da esquina e raridade E tu que vens a mim retornas para repassar a tua estoria a limpo Pulando a mureta dos assuntos eu lirico lamento o lamurio de teu ego obscuro. E te respiro loucamente de forma materialista. Saravá a ti Brás Cubas.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Sinfonia ao cu.
Ah! O cu! Foi-me dito pelo barqueiro:
-Neste barco nenhum de vós entrareis
Vejam bem e não me levem a mal
Elevem a mão aos cus
Pois o cu é uma dádiva de todos os Deuses
Hebreus, Plebeus
Ai meu Deus!
Hora! Hora! Hora!
De sarrabulhada me salvem o cu dos Ateus
Deem Adeus ao Amor
Fervilhem meia duzia de clamor
Rezem um terço de rosário
Pois de rosa em broto é o formato
O anatômico cu
e imaginem só como deve ser quentinho
o cu de Satanás
Nem me soltem Barrabás
Voraz sangrando e sugando em resplendor ventosa
tudo e a todos
O cu é uma chama acesa
Com o que dele se faz só se há uma certeza
O cu!
Essa beleza espalmada em minha mão
Toca-lo-ei em dedilhar
Um alfabeto com a língua
O dedilhar da guitarra de Paco de Lucia
Nas teclas de Bach.
Brás Cubas.
-Neste barco nenhum de vós entrareis
Vejam bem e não me levem a mal
Elevem a mão aos cus
Pois o cu é uma dádiva de todos os Deuses
Hebreus, Plebeus
Ai meu Deus!
Hora! Hora! Hora!
De sarrabulhada me salvem o cu dos Ateus
Deem Adeus ao Amor
Fervilhem meia duzia de clamor
Rezem um terço de rosário
Pois de rosa em broto é o formato
O anatômico cu
e imaginem só como deve ser quentinho
o cu de Satanás
Nem me soltem Barrabás
Voraz sangrando e sugando em resplendor ventosa
tudo e a todos
O cu é uma chama acesa
Com o que dele se faz só se há uma certeza
O cu!
Essa beleza espalmada em minha mão
Toca-lo-ei em dedilhar
Um alfabeto com a língua
O dedilhar da guitarra de Paco de Lucia
Nas teclas de Bach.
domingo, 6 de dezembro de 2015
No céu do Brasil
Nevralgia e agonia agô
A justiça rola seus dados
Aço e laços
Um palhaço
A Rainha está encurralada
Sete aves vão revoar
Uma machadinha para aclarar
Pedacinho do céu
Pincel que pintou de azul
Azul do anil
do nosso Brasil,
Brás Cubas.
A justiça rola seus dados
Aço e laços
Um palhaço
A Rainha está encurralada
Sete aves vão revoar
Uma machadinha para aclarar
Pedacinho do céu
Pincel que pintou de azul
Azul do anil
do nosso Brasil,
Brás Cubas.
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