Reza na ladeira menina que o gozo vem do vômito de palavras de tua sina. Desce e sobe a ladeira rodopiando sobre as sombras das árvores arvoredo. Reza o terço sobre o cordel de grão de milhos. Vira a cabeça e responde de dentro do estômago a resposta que de ti se espera, dá de ombros e se vá.
Brás Cubas.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Axiomas de prelúdio.
Axiomas de prelúdio.
O poeta é um bicho que gosta das cadelas marginais, santas vestidas de puta na romaria e das sociopatas transvestidas em mulheres de boa moral. Dos anjos arcanjos que cobram até o pão que comem na cama e envenenam o café da manhã do amado com mel de palavras serpente. A esbórnia e a boca do lixo são o habitat de grande fauna da inspiração e riqueza luminosas.
Brás Cubas
O poeta é um bicho que gosta das cadelas marginais, santas vestidas de puta na romaria e das sociopatas transvestidas em mulheres de boa moral. Dos anjos arcanjos que cobram até o pão que comem na cama e envenenam o café da manhã do amado com mel de palavras serpente. A esbórnia e a boca do lixo são o habitat de grande fauna da inspiração e riqueza luminosas.
Brás Cubas
Axiomas
Vale mais a amizade que a poesia e ainda mais a poesia que enlaça as amizades. Amizades poéticas são como o sol e a chuva namoram o tempo todo um queria ser o outro e o outro não existe sem o um
Brás Cubas.
Brás Cubas.
Axiomas
É equânime a potência da força da mão destra do poeta quando lhe aplica o golpe a folha de papel em branco que é o espanto de qualquer escritor vivaz.
Brás Cubas
Brás Cubas
Axiomas
Não é o espelho d'água que mede o seu tamanho muito menos o meu pobre tamanho. Nem posição, nem status nem lugar. A galhofa desse carrocel. É a poesia é o drama é a ficção é o terror é romance é a trova é o poema é não distinção sobre a produção da mente. É o levitar nas asas do passarinho liberdade. Voa vida. Voa para qualquer lugar
Brás Cubas
Brás Cubas
Axiomas
Não chore, suas lágrimas são como pérolas num belo rio. Mas seu sorriso ilumina mais ainda a luz do dia!
Brás Cubas.
Brás Cubas.
Axiomas
A poesia toma o ar sopro dos pulmões do poeta revela o que se espera e o que não se espera. O que se quer e o que não se tem e o que veio, virá, vem e há de ser. Sufoca e liberta. Salve salve a poesia e sua sutil aquarela de cores frias e quentes. Inverno ou verão. Chuva ou sol a poesia namora com minha alma brejeira
Brás Cubas
Brás Cubas
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