sábado, 20 de dezembro de 2014
Sobre as festas cristãs
roeram-se as unhas toda a gente de um vilarejo
na esperança do milagre
no renascimento do cordeiro rebento
que rebentado fora pelas mão da própria gente a merce de sua salvação
pois então cristo e judas beijaram-se
brindaram no mesmo cale-se
e foram para a rua
lá encontraram os perdigueiros perdidos em assombros
em sombras penumbras de cachaças
em alcoólicos maus hálitos
e ébrios não rechaçaram nem os ratos das calçadas
e todos foram de mãos dadas, juntos nessa crença que renova uma coisa velha
a já enfadonha esperança
morte as falsas promessas
e as falácias que da nossa própria mandíbula pende em hipocrisia
esse pêndulo criado
de criador
criado mudo e surdo
do monstro e da criatura
é a palavra que já nasce morta prematura
é a porra da Literatura.
Brás Cubas.
T A M Á S • A M B R I T S
A bola de cristal em homenagem a uma poetisa
Paige Bradley. Breath.
Homenagem à uma poetisa
De uma lenda viva vem o Mistério do Oriente
de uma bela poetisa de Olhos de Fogo
Que queima mais do que Água Ardente
Ela faz uma esfera girar
Ela faz as Palavras voarem nas bocas alheias
Ela faz poesia com o útero
Da sua mente ela levita seus belos versos
Ela te escuta
Ela é uma verdadeira musa.
Bastos Monfort.
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