quinta-feira, 16 de abril de 2015

A língua da idendificação

катерина воробьева



Eu no paralelo mediano da sua língua
Identifico-me na minha
Foco no foco
Asso no aço
Corro no passo
Sofro que ardo
Queimo e calo
Salto alto
Meu céu
Meu amigo.

Brás Cubas.

Fui sonhar

Escultor Rodin

Cansado dos meus tímpanos vazios
Do martelo que martela no meu Externo
E o ouvido  Médio
Parece que me bate a porta todo o oriente médio
Que remédio?
E que astúcia essa minha insana babaquice
Eu que lia outrora
Só quero cachaça de alambique agora
A chuva que cai dentro de mim agora
Nem muitas lágrimas hão de me acompanhar
Quero ouvir o silêncio dos maestros magistrais
Na minha louca surdez
Escuto alguém batendo na porta
Chegou a hora
É a felicidade que veio me ninar
Que nada, era só um sonho bisonho
Não apareceu ninguém para me acompanhar
Tomei um comprimido e fui sonhar.

Brás Cubas.