domingo, 22 de junho de 2014

Poema sem nome

Poema sem nome.

Vejam como crescem verdes no vermífugo as folhas 
Elas crescem nos cantos a esquerda da sua morada
Os ventos uivam anunciando o passarinhado da manada
Vide nem os cavalos trotam
Nem os voantes gorjeiam 
Nem os terrestres ladram 
Nem o pinto pia
A pia batismal anuncia

É necessário que a natureza morta na arte reviva na vidaVedes somos obtusos conjuntos desse universo e seu espaçoIde que de passo a passo eu passo no Paço ImperialIde que te encontrarei no beijo dos casaisVinde que te adoço os lábios com sussurros nos ouvidos teusVejamos nós essa beleza da realidadeVejamos nós a certeza da realezaSomos nós nesse mundo fugazCada qual ao seu bel-prazer possui seu gozo e seu capatazVejam que a fome de palavras dos poetas é vorazE essa última reta tira uma métrica da boca do povo assaz.

Brás Cubas.

Poema sem nome

A arguta sobriedade do sol que bate na janela
Abre os olhos da vida
Num sorriso chafariz
A trêmula e esguia folha da árvore do Jacarandá
A flor no jardim entre silvestres o Jasmim
A paisagem mais que uma viagem habita em mim.

Brás Cubas.