Poema sem nome.
Vejam como crescem verdes no vermífugo as folhas
Elas crescem nos cantos a esquerda da sua morada
Os ventos uivam anunciando o passarinhado da manada
Vide nem os cavalos trotam
Nem os voantes gorjeiam
Nem os terrestres ladram
Nem o pinto pia
A pia batismal anuncia
É necessário que a natureza morta na arte reviva na vidaVedes somos obtusos conjuntos desse universo e seu espaçoIde que de passo a passo eu passo no Paço ImperialIde que te encontrarei no beijo dos casaisVinde que te adoço os lábios com sussurros nos ouvidos teusVejamos nós essa beleza da realidadeVejamos nós a certeza da realezaSomos nós nesse mundo fugazCada qual ao seu bel-prazer possui seu gozo e seu capatazVejam que a fome de palavras dos poetas é vorazE essa última reta tira uma métrica da boca do povo assaz.
Brás Cubas.
Vejam como crescem verdes no vermífugo as folhas
Elas crescem nos cantos a esquerda da sua morada
Os ventos uivam anunciando o passarinhado da manada
Vide nem os cavalos trotam
Nem os voantes gorjeiam
Nem os terrestres ladram
Nem o pinto pia
A pia batismal anuncia
É necessário que a natureza morta na arte reviva na vidaVedes somos obtusos conjuntos desse universo e seu espaçoIde que de passo a passo eu passo no Paço ImperialIde que te encontrarei no beijo dos casaisVinde que te adoço os lábios com sussurros nos ouvidos teusVejamos nós essa beleza da realidadeVejamos nós a certeza da realezaSomos nós nesse mundo fugazCada qual ao seu bel-prazer possui seu gozo e seu capatazVejam que a fome de palavras dos poetas é vorazE essa última reta tira uma métrica da boca do povo assaz.
Brás Cubas.