domingo, 2 de setembro de 2012

A mim

Queria tanto falar a mim
Sobre tudo de ti
Minha alma sonha
Com sua sombra.

Tritura o fato
Calado no ato
Regurgita o sonho
O assombro.

Tu sabias tanto de mim
Puxa! Queria dizer-lhe
Que sou auriverde esperança
E que sonho mil sonhos

Dissertemos sobre a loucura
Que em sua tez
Flui uma doce alvura
Utopia da noite: - a loucura

Dos reflexos da mente
Toda nossa - aquela ideologia vigente
Sendo redundante dizer-lhe
Queremos o que querem eles

Na construção da moderação
Sustentar o coração
De firmes lembranças
O rio que se atravessa
A margem de quem alcança

Por fim e enfim:

Curva-se o astro rei ao filho da terra
Da pátria
No patamar da lágrima plácida
E no palor dos lábios da primavera nata.

Brás Cubas.

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