Há no horizonte uma vontade fecunda
Há do homem uma volúpia secular
Há sempre o homem que assuma,
Sua vontade de voar.
Há quem pense impropérios mil
Há quem viva devaneios
E os anseios mil
Há no horizonte
Sempre uma vontade
O azul céu de anil
Há no horizonte a vontade do homem
Há no horizonte o pote de ouro
Há sempre o rubro
E o zumbido do besouro
Há sempre no horizonte
E sempre há de ser
O horizonte fecundo.
Brás Cubas.
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