sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Axiomas de prelúdio

Axiomas de prelúdio

Ouviram um sussurro de um suspiro inquieto e era incerto o desejo dos olhos castanhos que dançavam na lua que boiava no céu cheio de estrelas vãs. Buscavam uma certeza perdida no espaço deste satélite, a lua chorava;  era a chuva da madrugada anunciando o começo da noite.

Prelúdio
Choras em vão
Choras em retidão
Choras lágrimas
Bolinhas de sabão
Choras águas passadas
Choras em vão
Chora a vã filosofia
Chora sobre tua pele ferida
Chora outrora as palavras minhas
Choras como chora a chuva
Que corre para onde te leva
Ao bel prazer da sentinela
Choras com o canto do passarinho
É revoltoso teu choro matutino
Que precisa de música para esse comboio
Que revela em minha escrita a pena sob à luz de velas
Teu choro dança
As lágrimas são como gotículas do riso
Que desenham teu rosto
Choras por tudo que sentes
Mas escondestes o sorriso aquarela entre teus amarelos dentes

Brás Cubas.


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