sábado, 28 de dezembro de 2013

Axiomas de prelúdio

Axiomas de preludio

Ai palavras minhas e tuas sois cá do sul ao norte
O vento que ara e o sopro que rebola no rodamoinho
Sois vertente da poesia pluralista
Na vanguarda dos guarda-chuvas
Que resguardam do trovão do céu a alma cá
Que vem esmeralda cor de verde água
Chuva límpida cá

Ai palavras amigas minhas
E de todos que as leem
Os verbetes que revelam
Nada mais que o vento espera
De tudo o que somos em forma de poeta

Ai palavras dos meus ais
Ares de faces paisagem
Cores nos pincéis
E dedos de diamantes nos amantes dos quartéis


Brás Cubas.

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