A água corre no vento que sopra
O ventre dela se exaspera
Ele que espera parir
A mata se dobra com a ventania
A lua flutua na noite sombria
A água corre no córrego ligeiro
O beijo primeiro é ligeiro
E o corte no pé sangra
Eu que corro pras tuas ancas
Volto no vento do sopro do mar
Ela quer amar
Ele deveras sorrir
Nós queremos é dormir
No vento o sonho faz barulho
Ela tem medo do escuro
Eu remo o barco a vela
Ele que soubera não devia navegar
Brás Cubas.
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