Eu tento não entrar nos sonhos da Lince
Eu tento escapar do leão e do tigre
O sonho está na floresta
É um sonho de festa
O sonho não soubera
Que dormir é Primavera
A lince é arredia
Gosta do canto da Cotovia
Eu se pudera não sonhava com a Lince
E sonhar não é escolha
No sonho a Lince me disse outra coisa
Coisa qual me espantou
Medo me deu
Mas eu que nado de costas
Não vou me arrepender
Simplesmente a Lince vai ao mar
Se banha em minha alma
Como pode ela não querer estar na minha tocaia?
Se a Lince vai ao mar
Eu com a Lice sonho
Ela me fatia em pedaços para admirar cada parte do meu ser
A Lince quer ser Albatroz
Já se fez meu algoz
E agora nem eu sei o que dizer
Que a lince me deu um presente
Os versos dessa poesia contente
E da poesia não saio
Não largo
Não me mudo
A poesia e o mar são alma minha
Eu não sei tatear o terreno da Lince
Eu não posso aprender o que ela não me deixa ver
Lince quando te calas não sei
Quando falas não sei
Quando respiras não sei
Quando amas não sei
Quando cantas não sei
Quando andas não sei
Quando bebes não sei
A quantas andas não sei
Só sei que você é lince.
Ah! Lince não sei a qual universo pertences mas agradeço veemente a inspiração que me traz. Quando ao mar vais torna-te quem és e me pisa quando pisa na areia branca do mar. Quando te banhas eu apanho sem chorar e eu sorrio por me inspirar. Quando te banhas é como o sexo lunar. Eu te esfrego a cara lavada na areia, a mesma que me fizeste beijar. Sinto muito Lince! nesse imbróglio de mais prazer do que dor não estou ao seu dispor, mas sim a favor da poesia que já nasceu minha amiga quando a mulher me pariu.
Brás Cubas
Nenhum comentário:
Postar um comentário