Eufemismo delibero que o fim é certo para todos e me perguntam aqui e acolá o que você quer? O que eu quero ou posso querer, seja eu sujeito excluso em coletividade ambulante? Quero da vida outra certeza não por ser absoluta nossas mortes, mas sim por consciência de finitude e tão pouco tempo pra entender o outro, mesmo que ele venha embutido com suas memórias torrentes e correntes de um passado abstrato do qual mal consegue discernir e compreender. Quero ser para mim antes de tudo um pedaço de felicidade ao longo do caminho. E que meus sonhos e desejos ainda que almejem o corpo e alma de outrem caibam na minha mão. Quero alimentar os passarinhos nos arvoredos de montanhas inóspitas. Quero gozar a liberdade de se estar preso por vontade e não por imposição nem minha, nem do meu objeto de desejo, nem pelo desejo em si. Quero experimentar a liberdade na prisão do amor. Amor é prisão de segurança mínima. Ninguém quer entrar e ninguém sabe a hora derradeira onde o amor já jogou a chave fora abriu a porta da cela e te deixou voar.
Brás Cubas.
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