O suor já me escorre nas veias tuas. O sabor da língua tua na minha está. Eu estou onde tu fores. Pois no teu coração. Eu habito lá. Eu já fui no caminho que caminhastes, sei que toda essa baboseira não parece verdade, mas contigo onde tu andas vou estar.
O calor já me sobe as entranhas. Eu que de manhã em manhã busco qualquer café volto a estar.
E o coração já me bate fraco por você não estar.
Seja você a pluralidade que encontro no ar.
Seja o labor da enxada na mão larga.
Na força do teu pensamento quero habitar
E as coisas me escapam das mãos.
Ninguém consegue enxugar a ilusão.
Brás Cubas.
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