Quase todos
Em berço esplêndido quase todos deitados
Em berço com perna quebrada
Deitados de pernas abertas a escravidão
Em berço a sujeição do sujeito sorri
Eles que são transeuntes
Nós que transitamos
Eles que dormem
Nós que não acordamos
Eu passo
Você passa
Nós passamos
Eles na paisagem passam
Na paisagem ficam
No retrato
Quase todos dormimos com a consciência
Quase todos trepamos com ela
Em berço matinal
O berço Brasil
O berço patriarcal
A faca na mão do marginal
Porra mais que marginal sou eu?
Eu estava deitado ali
Eu já senti aquele frio na espinha
Eu já degolei pescoço de galinha
Faltara o sal
Eu ando dormindo mal
Brás Cubas
Em berço esplêndido quase todos deitados
Em berço com perna quebrada
Deitados de pernas abertas a escravidão
Em berço a sujeição do sujeito sorri
Eles que são transeuntes
Nós que transitamos
Eles que dormem
Nós que não acordamos
Eu passo
Você passa
Nós passamos
Eles na paisagem passam
Na paisagem ficam
No retrato
Quase todos dormimos com a consciência
Quase todos trepamos com ela
Em berço matinal
O berço Brasil
O berço patriarcal
A faca na mão do marginal
Porra mais que marginal sou eu?
Eu estava deitado ali
Eu já senti aquele frio na espinha
Eu já degolei pescoço de galinha
Faltara o sal
Eu ando dormindo mal
Brás Cubas
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