Um copo de coléra Filme
Harpia a aranha estraçalha seu macho
Não de uma vez só
Mas a golpes de veneno doce
Na sua incerteza bela
Harpia a aranha arranha a jarra
O corpo lhe cospe fluidos
São a psiquê e a libido
Harpia a tarantula marcha
Em plausível sinceridade
Harpia em verdade
Harpia a aranha dá coices
Na roleta da rotina
Harpia a aranha definha
Harpia a aranha o definha
Harpia a aranha quer engolir-lhe alma sem sopro
Harpia com o ferrão do moço
Harpia a aranha leva a cama na manhã
Harpia a aranha saí da loucura
Harpia a aranha dança no baile da razão
Harpia a aranha vai e volta.
Brás Cubas.
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