Fostes tocar no meu coração cancioneiro
Eu que já sou prisioneiro d'alma minha
D'alma sua
Fostes tocar o ouro que eu escondia no final do arco-íris
Com tuas íris me tiraste a riste
A hasta e a pausa
Respiro não nego
navego
Estou vivo
Já mergulho teus ouvidos
Sonho e corro no matagal
Corro e sonho
Como é deveras ser o sonho marginal
Volto e sopro o sopro
Corro corro e corro
Na volta tua
Em voltas de ciranda
em cantigas minhas
Sou a esperança que nos valia
Sou o sossego que muita gente queria
Sou o balanço no qual muita gente ia
Eu já prostrado em frente ao rádio
Procuro e não encontro a mais fina melodia
Escuto a mais linda
Tua voz repentina.
Brás Cubas.
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