quarta-feira, 12 de março de 2014

Tocando o cancioneiro

Tocando o cancioneiro

Fostes tocar no meu coração cancioneiro
Eu que já sou prisioneiro d'alma minha
D'alma sua

Fostes tocar o ouro que eu escondia no final do arco-íris
Com tuas íris me tiraste a riste
A hasta e a pausa

Respiro não nego
navego
Estou vivo
Já mergulho teus ouvidos

Sonho e corro no matagal
Corro e sonho
Como é deveras ser o sonho marginal

Volto e sopro o sopro
Corro corro e corro
Na volta tua

Em voltas de ciranda
em cantigas minhas

Sou a esperança que nos valia
Sou o sossego que muita gente queria
Sou o balanço no qual muita gente ia

Eu já prostrado em frente ao rádio
Procuro e não encontro a mais fina melodia
Escuto a mais linda
Tua voz repentina.

Brás Cubas.

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