Que a música assim é um astronauta
Um futuro sugerido trazendo beleza aos ouvidos dos primatas
E as mariposas mais que em cantatas abriram as flores
Arguindo arbitrariamente a intrépida cousa
O sonido era não mais que uns gemidos de trompete e a doçura da flauta
E a noite dama e senhora dos sonhos sorrira de tudo de forma esmera
Como o gozo primeiro, o beijo primeiro e a primeira malta
Torrentes de muita gente, dessa gente argonauta
Mais uma vez as flores eram naturalmente febris
E quando podiam exalavam sua alma em perfumes
Lúgubre os olhos se encheram de lágrimas
Era a primavera que se aproximara dos seres viventes
E o sol batendo a porta da gente, na soleira do batente de vossas moradas.
Brás Cubas.
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