quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O aborto das ratazanas




As cadelas marginais que vieram ao mundo para obedecer o ditame moral
Ai! que histeria fúnebre
Ao invés de gozar a própria vida
Querem usurpar a energia alheia
Querem até os pensamentos dos seus mucambos
Ai! Saiu no periódico o estudo sobre essa espécie
Abortem as ratazanas!

Que vontade rocambolesca de mandar na própria teta
Que volúpia
Que loucura
A cadela marginal é realmente específica e linda em sua loucura
E clama por paz fazendo guerra com as trevas
Posta em um mármore branco parece até um anjo.

Brás Cubas.





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