Poema da madrugada
até que o ferro sangre
que o óleo preto cause um infarto
que o ouro saia pela pele
que o óleo preto cause um infarto
que o ouro saia pela pele
esperarei por ti amor
que o fogo venha dos corações
que a água seque com os cadáveres
as mágoas desertifiquem milenares
que a água seque com os cadáveres
as mágoas desertifiquem milenares
esperarei por ti nascentes
que o espaço se complete vazio
que os laços se remetam arqueiros
que as máquinas chorem sentimentais
que os laços se remetam arqueiros
que as máquinas chorem sentimentais
aguardarei pelo rio
me derramarei como tempestade
e renascerei numa erupção natural
me derramarei como tempestade
e renascerei numa erupção natural
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