roeram-se as unhas toda a gente de um vilarejo
na esperança do milagre
no renascimento do cordeiro rebento
que rebentado fora pelas mão da própria gente a merce de sua salvação
pois então cristo e judas beijaram-se
brindaram no mesmo cale-se
e foram para a rua
lá encontraram os perdigueiros perdidos em assombros
em sombras penumbras de cachaças
em alcoólicos maus hálitos
e ébrios não rechaçaram nem os ratos das calçadas
e todos foram de mãos dadas, juntos nessa crença que renova uma coisa velha
a já enfadonha esperança
morte as falsas promessas
e as falácias que da nossa própria mandíbula pende em hipocrisia
esse pêndulo criado
de criador
criado mudo e surdo
do monstro e da criatura
é a palavra que já nasce morta prematura
é a porra da Literatura.
Brás Cubas.
T A M Á S • A M B R I T S

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