domingo, 21 de dezembro de 2014

Sobre o eu-lírico em Axiomas

O eu que fala comigo é e não o é o mesmo que contigo fala. É um eu do inconsciente coletivo. Ensaiado pela madre educação ou pelo paternalismo dos fatos oriundos do ventre. Lá donde saímos existem muitos pensamentos até quando estamos coroando nesse mundo. O choro é por ter nascido e estar preparado sem nada e de nada ainda saber para absorver tudo que se é ouvido. É o eu da mãe e o do pai, o dos parentes, dos vizinhos, da sociedade e do coercitivo mundo cão.

Brás Cubas.

Francesco del Cossa, Santa Lucia


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